domingo, 30 de dezembro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P134:Vêm aí o Ano Novo

Vêm aí o Ano Novo

Amigos e familiares:

Que o novo ano seja de Paz e Amor.
São os votos do Pelotão de Caçadores Nativos 60:

Feliz Ano para todos


1º Cabo Manuel Seleiro

Pel Caç Nat 60 Guiné:
S.Domingos/Ingoré/Susana
M.Seleiro
·

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P133: Boas Festas

Boas Festas

Um feliz Natal, a todos os amigos e visitantes do
Pel Caç Nat 60

O SUAVE MILAGRE


Ora entre Enganin e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ele o criara para os farrapos da enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos, espessamente a miséria cresceu como bolor sobre cacos perdidos num ermo. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava um grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento!
Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão. A mulher escutava, com os olhos famintos. E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou. Ah esse doce rabi! quantos o desejavam, que de desesperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia, como o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia. Obed, tão rico, mandara os servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessas a Enganim; Sétimo, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa do mar, para que buscassem Jesus, o conduzissem, por seu mando, a Cesareia. Errando, esmolando por tantas estradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionários de Sétimo. E todos voltavam, como derrotados, com as sandálias rotas, sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.
A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto, a mãe mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar duma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse rabi que amava as criancinhas, ainda as mais pobres, sarava os males, ainda os mais antigos. A mãe apertou a cabeça engelhada: - Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Chorazim até ao país de Moab. Sétimo é forte e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde Hébron até ao mar! Como queres que te deixe? Jesus anda por muito longe e nossa dor mora connosco, dentro destas paredes e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?
A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou: - Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar! E a mãe, em soluços: - Oh meu filho como te posso deixar! Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes. De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou: - Mãe, eu queria ver Jesus... E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:
- Aqui estou.


Eça de Queiroz,


· Pelotão de Caçadores Nativos 60 :
S.Domingos/Ingoré /Susana:
68/74:
1º Cabo Caçador,
Manuel Seleiro.
_

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P132: De S.Domingos a Susana "Nhambalan"

De S. Domingos a Susana. Nhambalan Faz hoje 43 anos: 13-11-1969
Aqui, em "Nhambalan" ... 1º Cabo Caçador . Manuel Seleiro, Que trinta minutos antes tinha desativado a primeira mina anti-carro a trinta metros da segunda que seria ativada pela segunda viatura...
13-11-1969 uma viatura acionou uma mina anti-carro ferindo com gravidade o comandante do Pel Caç Nat 60. Alf Mil Nélson Gonçalves .
68/74 Pelotão de Caçadores Nativos 60. S. Domingos /Ingoré /Susana. 1º Cabo Caçador: Manuel Seleiro, _

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P131: Poesia Pequena elegia de setembro

Pequena elegia de setembro Não sei como vieste, mas deve haver um caminho para regressar da morte. Estás sentada no jardim, as mãos no regaço cheias de doçura, os olhos pousados nas últimas rosas dos grandes e calmos dias de setembro. Que música escutas tão atentamente que não dás por mim? Que bosque, ou rio, ou mar? Ou é dentro de ti que tudo canta ainda? Queria falar contigo, dizer-te apenas que estou aqui, mas tenho medo, medo que toda a música cesse e tu não possas mais olhar as rosas. Medo de quebrar o fio com que teces os dias sem memória. Com que palavras ou beijos ou lágrimas se acordam os mortos sem os ferir, sem os trazer a esta espuma negra onde corpos e corpos se repetem, parcimoniosamente, no meio de sombras? Deixa-te estar assim, ó cheia de doçura, sentada, olhando as rosas, e tão alheia que nem dás por mim. Eugénio de Andrade

1º Cabo CAÇADOR
Manuel Seleiro
Pelotão de Caçadores Nativos 60
São Domingos/Ingoré/Susana.


68/74

_

sábado, 1 de setembro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P 130: Gosto desta foto:


Gósto desta foto:

a algo de expressivo, no olhar deste homem...

O que estaria a pensar naquele momento?

1º Cabo Caçador

Manuel Seleiro

Pelotão de Caçadores Nativos 60:

S. Domingos/Ingoré / Susana.

68/74

Foto tirada no dia 4 de Março de 1970:

"DFA"


M. Seleiro.
_

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P129: Saudades ou pura rotina?

Saudades ou pura rotina?


S. Domingos ano de 69



Uma das saídas do pel Caç Nat 60 para o Mato.



Pelotão de Caçadores Nativos 60 S. Domingos/Ingoré/Susana 68/74


1º Cabo CAÇADOR

S. Domingos /Ingoré /Susana


M. Seleiro.


(...)
_

domingo, 24 de junho de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P128: Equipa de Futebol do Pel Caç Nat 60 .


S. Domingos dia 10 do Mês 9 do ano de 69.
Equipa de Futebol do Pelotão de Caçadores 60 .
Jogámos, com a equipa da CCAÇ 1801 Ingoré, equipa de Barro ... Com a equipa de CCAV 2539 S. Domingos ...
Ingoré, Barro, ano de 68/69, S. Domingos ano de 69/70 ...
1º Cabo Caçador.
M. Seleiro,
Pel Caç Nat 60 S. Domingos/Ingoré/Susana.
68/74
...
_

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P127: A que quartel, pertencia este Destacamento?

Pelotão de Caçadores Nativos 60


INGORÉ ANO DE 68 MÊS 12


A que Quartel pertencia este Destacamento ?




1º Cabo Caçador.
M. Seleiro,
68/70
S. Domingos/Ingoré/Susana.
Pelotão de Caçadores Nativos 60.
... ...
_

terça-feira, 8 de maio de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P126: Qual o Rio que está atraz de mim?


Ingoré ano de 68, S. Vicente.
1º Cabo Caçador.
Pelotão de Caçadores Nativos 60.
M. Seleiro,


Qual o Rio que está atraz de mim?
1º Cabo Caçador.
M. Seleiro.
_

domingo, 6 de maio de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P125: Poema a todas as Mães, o autor Luís Graça & Camaradas da Guiné.

Mãe querida!
.
 
Não há dia como este,
O Dia das Nossas Mães,
Pela vida, Mãe, que me deste,
Obrigado, parabéns!
 
Obrigado, parabéns,
Um beijinho com ternura,
Pelo amor que me tens,
E que foi sempre com fartura.
 
Que foi sempre com fartura,
Nada me tendo faltado,
Foste mãe, sempre à altura,
Minha mãe, muito obrigado!
 
Minha mãe, muito obrigado,
Por me teres deitado ao mundo,
Pago-te com amor redobrado,
Teu admirador profundo.
 
Teu admirador profundo,
Nas sete vidas da vida,
Do coração, do mais fundo,
Te digo que és mãe querida!
.
 
Com a devida vénia:
 
Autor Luís Graça
Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.
_
1º cabo ,
(CAÇADOR,)
Pel Caç Nat 60,
M. Seleiro,
       

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - p: 124 Parabéns a você, Hugo Guerra.





















o Pelotão de Caçadores Nativos 60 assucia-se ao aniversário do camarada Hugo Guerra.









Comandante do pelotão de caçadores nativo 60, S. Domingos.









(Ano de 70 )









Sinceros votos de um dia feliz, na companhia da família.









Um abraço, dos camaradas do pelotão 60.









Ex Alf Mil Hugo Guerra.









"DFA"









Ex 1º Cabo Caçador.









"DFA"


















M. Seleiro.









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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pel caç Nat 60 Guiné 68/74 - P:123 Vinte e cinco de Abril. (Mês da LIBERDADE,)



(Liberdade)
Nos meus cadernos de escola
Nesta carteira nas árvores
Nas areias e na neve
Escrevo teu nome
Em toda página lida
Em toda página branca
Pedra sangue papel cinza
Escrevo teu nome
Nas imagens redouradas
Na armadura dos guerreiros
E na coroa dos reis
Escrevo teu nome
Nas jungles e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
No céu da minha infância
Escrevo teu nome
Nas maravilhas das noites
No pão branco da alvorada
Nas estações enlaçadas
Escrevo teu nome
Nos meus farrapos de azul
No tanque sol que mofou
No lago lua vivendo
Escrevo teu nome
Nas campinas do horizonte
Nas asas dos passarinhos
E no moinho das sombras
Escrevo teu nome
Em cada sopro de aurora
Na água do mar nos navios
Na serrania demente
Escrevo teu nome
Até na espuma das nuvens
No suor das tempestades
Na chuva insípida e espessa
Escrevo teu nome
Nas formas resplandecentes
Nos sinos das sete cores
E na física verdade
Escrevo teu nome
Nas veredas acordadas
E nos caminhos abertos
Nas praças que regurgitam
Escrevo teu nome
Na lâmpada que se acende
Na lâmpada que se apaga
Em minhas casas reunidas
Escrevo teu nome
No fruto partido em dois
De meu espelho e meu quarto
Na cama concha vazia
Escrevo teu nome
Em meu cão guloso e meigo
Em suas orelhas fitas
Em sua pata canhestra
Escrevo teu nome
No trampolim desta porta
Nos objetos familiares
Na língua do fogo puro
Escrevo teu nome
Em toda carne possuída
Na fronte de meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo teu nome
Na vidraça das surpresas
Nos lábios que estão atentos
Bem acima do silêncio
Escrevo teu nome
Em meus refúgios destruídos
Em meus faróis desabados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome
Na ausência sem mais desejos
Na solidão despojada
E nas escadas da morte
Escrevo teu nome
Na saúde recobrada
No perigo dissipado
Na esperança sem memórias
Escrevo teu nome
E ao poder de uma palavra
Recomeço minha vida
Nasci pra te conhecer
E te chamar
(Liberdade)
 
Paul Éluard
Tradução de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira
_
 
 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P: 122 Chão que nós pisámos.



(CHÃO QUE NÓS PISÁMOS)
Guiné Bissau/S. Domingos:
Foi neste destacamento que o primeiro Cabo Manuel Seleiro, do pel Caç Nat 60 esteve de 68 a 70 .
E de 71 a 73 esteve o - Ex- Fur Mil Bernardino Parreira, da CCAV. 3365.
Decorridos quarenta e dois anos estes dois camaradas encontram--se na cidade de Serpa, como está

documentado na foto.
Na Rua dos Cavalos, em Serpa no dia29 de Março de 2012.
O - Ex - Fur Mil Parreira deslocou-se com a sua família de "FARO", para conhecer o primeiro cabo


Manuel Seleiro que se encontrava em "SERPA" com a sua família.
Seguiu-se o almoço bastante animado, entre os convivas...
O meu obrigado á família do Bernardino Parreira, pela sua simpatia.

1.º cabo Caçador,
Manuel Seleiro,
(DFA,)
Pel Caç Nat - 60 - S. Domingos/Ingoré/Sosana.
68/74
_

segunda-feira, 26 de março de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P121: Lançamento do livro, (Adeus até ao Meu regresso)por Mário Beja Santos. Dia 29 03 2012.

A Âncora Editora e a Associação 25 de Abril
têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento do livro
Adeus, Até ao Meu Regresso
de Mário Beja Santos.
A obra será apresentada
pelo coronel Carlos de Matos Gomes.
A sessão terá lugar no próximo dia 29 de Março, quinta-feira,
pelas 18:30 horas, na Associação 25 de Abril,
Rua da Misericórdia, n.º 95, Lisboa.

_
1º Cabo Caçador:
Manuel Seleiro,
(DFA)
Pelotão de Caçadores Nativos 60.
S. Domingos/Ingoré/Susana .
...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P120: A qui, Cidade de Serpa

                       
 
 
.
 
Da qui da Cidade de Serpa.
Com um abraço!
 
Planície Alentejana:
 Princesa do Alentejo.
.
Serpa Terra forte.
 
Manuel Seleiro,
Atenciosamente,
A candidatura do cante a património imaterial da humanidade da UNESCO
deverá ser decidida em Novembro de 2013 pelos peritos da organização
das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, e é
protagonizada pela Câmara Municipal de Serpa e a Confraria do Cante
Alentejano, com o Turismo do Alentejo."
(AC)
O meu Site:
http://www.luardameianoite.com
Os meus Blogs:
http://atalaia2.blogspot.com
http://pelcac60guine.blogspot.com
 ...
O espírito se enriquece com aquilo que recebe, o coração com aquilo que dá. (Victor Hugo)
  ... 
Portugal!!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P119: DIA DA MULHER.

Lágrimas ocultas
 
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
 
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
 
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
 
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
 
                             Florbela Espanca
.
 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P118: O fotógrafo estáva lá... (Nhambalan)

S.Domingos 13 11 1969



O Fotógrafo estáva lá.


Estava sim Senhor e era o Moreira.
Ex - Fur Nil Moreira, (Riba de Ave), do Pel Caç Nat 60.

Feita a correção do nome da terra do Moreira


Ano de 69 S. Domingos.
Que me contactou hoje pelo telefone, que era ele o fotógrafo no dia 13 11 69.
No dia em que a viatura onde seguia o Ex - Alf Mil Nélson Gonçalves activou uma mina anti-carro, sendo ferido com gravidade.
...
Pelotão de Caçadores Nativos 60.
...

Ex - Alf Mil Nélson Gonçalves "DFA"


Ex - 1.º Cabo Caçador Manuel Seleiro "DFA"


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domingo, 29 de janeiro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P117: A primeira e a Última foto

Primeira foto tirada em S.Domingos, Julho de 1968 .




...

S. Domingos Março de 1970 a última foto.




1.º Cabo "CAÇADOR


Pelotão de Caçadores Nativos 60 - 68/74 .
S.Domingos/Ingoré/Susana.
(...)
.
_

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P116: Aniversário do Ex Fur Mil Bernardino Parreira.


A amizade é o bem mais comum que os Homens devem preservar.





CCAV. 3365 S.Domingos 71/73.
O nosso camarada e amigo, Bernardino Parreira está hoje de parabéns.
O pelotão de Caçadores Nativos 60 associa-se ao seu Aniversário.
Que este dia seja de felicidade, e saúde na companhia da esposa, e filha e familiares.
Amigo Bernardino um grande abraço dos camaradas de S. Domingos.

Chão que nós pisámos!


1.º Cabo Caçador.
Manuel Seleiro,
_

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P115: S. Domingos Dezembro de 69.

S.Domingos ano de 69


Então não é que acertou mesmo no telhado do Refeitório do Quartel de S. Domingos.

Tinha mesmo apontaria hem!


1.º Cabo Caçador


DFA


Pel Caç Nat 60 68/74.


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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/70 - P:114 biografias - Louis Braille

Louis Braille


Nome completoLouis Braille
Nascimento4 de Janeiro de 1809
Coupvray, Île-de-France
França
Morte6 de janeiro de 1852 (43 anos)
Paris, Île-de-France
França
Conhecido(a) porCriador do sistema de leitura para cegos Braille

Louis Braille (Coupvray, 4 de Janeiro de 1809 - Paris, 6 de Janeiro de 1852)
foi
o criador do sistema de leitura para cegos que recebeu seu nome, braille.
Biografia
Louis Braille nasceu em 4 de Janeiro de 1809 em Coupvray, na França, a cerca
de
40 quilómetros de Paris. O seu pai, Simon-René Braille, era um fabricante de
arreios e selas. Aos três anos, provavelmente ao brincar na oficina do pai,
Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda, possivelmente
uma
sovela. A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito,
provocando a cegueira total.
Na tentativa de que Louis tivesse uma vida o mais normal possível, os pais e
o
padre da paróquia, Jacques Pallury, matricularam-no na escola local. Louis
tinha
enorme facilidade em aprender o que ouvia e em determinados anos foi
seleccionado como líder da turma. Com 10 anos de idade, Louis ganhou uma
bolsa
do Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris (Instituto Real de Jovens
Cegos
de Paris).
O fundador do instituto, Valentin Haüy, foi um dos primeiros a criar um
programa
para ensinar os cegos a ler. As primeiras experiências de Haüy envolviam a
gravação em alto-relevo de letras grandes, em papel grosso. Embora
rudimentares,
esses esforços lançaram a base para desenvolvimentos posteriores. Apesar de
as
crianças aprenderem a ler com este sistema, não podiam escrever porque a
impressão era feita com letras costuradas no papel.
Louis aprendeu a ler as grandes letras em alto-relevo nos livros da pequena
biblioteca de Haüy. Mas também se apercebia que aquele método, além de
lento,
não era prático. Na ocasião, ele escreveu no seu diário:
"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos,
sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma."
Em 1821, quando Louis Braille tinha somente 12 anos, Charles Barbier,
capitão
reformado da artilharia francesa, visitou o instituto onde apresentou um
sistema
de comunicação chamado de escrita nocturna, também conhecido por Serre e que
mais tarde veio a ser chamado de sonografia. Tratava-se de um método de
comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num rectângulo com
seis
pontos de altura por dois de largura e que tinha aplicações práticas no
campo de
batalha, quando era necessário ler mensagens sem usar a luz que poderia
revelar
posições. Assim, era possível trocar ordens e informações de forma
silenciosa.
Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então
podiam
ser sentidos no escuro pelos soldados. A escrita nocturna baseava-se numa
tabela
de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da
linguagem humana. Duas fileiras com até seis pontos cada uma eram gravadas
em
relevo no papel. O número de pontos na primeira fileira indicava em que
linha
horizontal da tabela de sons vocálicos se encontrava o som desejado, e o
número
de pontos na segunda fileira designava o som correto naquela linha. Esta
ideia
de usar um código para representar palavras em forma fonética foi
introduzido no
Instituto. Louis Braille dedicou-se de forma entusiástica ao método e passou
a
efectuar algumas melhorias.
Assim, nos dois anos seguintes, Braille esforçou-se em simplificar o código.
Por
fim desenvolveu um método eficiente e elegante que se baseava numa célula de
apenas três pontos de altura por dois de largura. O sistema apresentado por
Barbier, era baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por
Braille é mais simples, com apenas 6 pontos. Braille, em seguida, melhorou o
seu
próprio sistema, incluindo a notação numérica e musical. Em 1824, com apenas
15
anos, Louis Braille terminou o seu sistema de células com seis pontos. Pouco
depois, ele mesmo começou a ensinar no instituto e, em 1829, publicou o seu
método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome. Excepto algumas
pequenas melhorias, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje.
Apesar de tudo, levou tempo até essa inovação ser aceita. As pessoas com
visão
não entendiam quão útil o sistema inventado por Braille podia ser, e um dos
professores principais da escola chegou a proibir seu uso pelas crianças.
Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as
crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as
pessoas com visão acabaram por perceber os benefícios do novo sistema. No
instituto, o novo código só foi adotado oficialmente em 1854, dois anos após
a
morte de Braille, provocada pela tuberculose em 6 de Janeiro de 1852, com
apenas
43 anos.
Na França, a invenção de Louis Braille foi finalmente reconhecida pelo
Estado.
Em 1952, seu corpo foi transferido para Paris, onde repousa no Panthéon.
O código Braille

O nome "Louis Braille" em braille.Sendo um sistema realmente eficaz, por fim
tornou-se popular. Hoje, o método simples e engenhoso elaborado por Braille
torna a palavra escrita disponível a milhões de deficientes visuais, graças
aos
esforços decididos daquele rapaz há quase 200 anos.
O braille é lido da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos. Cada
célula braille permite 63 combinações de pontos. Assim, podem-se designar
combinações de pontos para todas as letras e para a pontuação da maioria dos
alfabetos. Vários idiomas usam uma forma abreviada de braille, na qual
certas
células são usadas no lugar de combinações de letras ou de palavras
freqüentemente usadas. Algumas pessoas ganharam tanta prática em ler braille
que
conseguem ler até 200 palavras por minuto.
a b c d e f g h i j
As primeiras dez letras só usam os pontos das duas fileiras de cima
Os números de 1 a 9, e o zero, são representados por esses mesmos dez
sinais,
precedidos pelo sinal de número, especial.
k l m n o p q r s t
As dez letras seguintes acrescentam o ponto no canto inferior esquerdo a
cada
uma das dez primeiras letras
u v x y z
As últimas cinco letras acrescentam ambos os pontos inferiores às cinco
primeiras letras, a letra "w" é uma exceção porque foi acrescentada
posteriormente ao alfabeto francês.
As combinações restantes, ainda possíveis visto que 63 hipóteses de
combinação
dos pontos, são usadas para pontuação, contrações e abreviaturas especiais.
Estas contrações e abreviaturas às vezes tornam o braille difícil de
aprender.
Isto acontece especialmente no caso de pessoas que ficam cegas numa idade
mais
avançada, visto que a única forma de aprender braile é memorizar todos os
sinais. Por esse motivo, há vários "graus" de braille.
O braille por extenso, ou grau um, só utiliza os sinais que representam o
alfabeto e a pontuação, os números e alguns poucos sinais especiais de
composição que são especifíos do sistema. Corresponde letra por letra, à
impressão visual que é observável num texto comum. Este grau é o mais fácil
de
se aprender, visto que há menos sinais para memorizar. Por outro lado, o
braille
grau um é o mais lento para ser transcrito e lido, e o produto final,
impresso,
é mais volumoso. Visto que a maioria do braille produzido hoje é transcrito
e
produzido por voluntários, em organizações não lucrativas, o grau um é usado
raramente.
O braille grau dois é uma forma mais abreviada do braille. Por exemplo, em
inglês, cada um dos 26 sinais que representam o alfabeto têm um significado
duplo. Se o sinal é usado em combinação com outros padrões dentro de uma
palavra, representa apenas uma letra, mas se estiver isolado representa uma
palavra comum. Isto ocorre similarmente no braille português. Assim, por
exemplo, o sinal para n isolado representa não, abx representa abaixo, abt,
absoluto, ag, alguém, e assim por diante. Outros sinais são empregues para
representar prefixos e sufixos comuns. O uso de contracções e abreviaturas
reduz
bastante o tempo envolvido em transcrever e ler a matéria, bem como o
tamanho do
volume acabado. Actualmente, portanto, este é o grau mais comum do braille.
Em
contrapartida, é mais difícil aprender o braille abreviado grau dois. É
necessário memorizar todos os 63 sinais diferentes (a maioria dos quais tem
mais
de um significado, dependendo de como são usados), mas também é preciso
aprender
o conjunto de regras necessárias que governam quando cada sinal pode ou não
ser
usado.
O grau três é uma forma de braille altamente abreviada, especialmente usada
em
inglês. No grau três há várias contracções e abreviaturas a memorizar, e as
regras que governam o seu uso são correspondentemente difíceis. O braille
grau
três é usualmente utilizado em anotações científicas ou em outras matérias
muito
técnicas. Visto que bem poucos cegos conseguem ler este grau de braille, não
é
usado com frequência.
O braille provou ser muito adaptável como meio de comunicação. Quando Louis
Braille inicialmente inventou o sistema de leitura, aplicou-o à notação
musical.
O método funciona tão bem que a leitura e escrita de música é mais fácil
para os
cegos do que para os que vêem. Vários termos matemáticos, científicos e
químicos
têm sido transpostos para o braille, abrindo amplos depósitos de
conhecimento
para os leitores cegos. Relógios com ponteiros reforçados e números em
relevo,
em braille, foram produzidos, de modo que dedos ágeis possam sentir as
horas.
Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_Braille"
"A sabedoria tem dúvidas,
a ignorância tem certezas absolutas"
Zé Luís

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P113: Se um dia

 
Se um dia
 
Dos teus lábios suaves
 
O sorriso lentamente se apagasse,
 
E a tua voz que me afaga
 
Morresse silenciosa
 
Qual voo de um pássaro
 
No horizonte
 
Se de teus olhos amêndoa
 
Nascesse uma só lágrima
 
De tristeza
 
Rolando em teu rosto
 
De menino de savana
 
A revolta contida em meus braços
 
Apunhalaria
 
O mais profundo das entranhas
 
Do racismo mascarado
 
E da sua morte
 
Nasceria uma flor
 
Em madrugada de sereno
 
Que tuas mãos colheriam
 
No gesto simples
 
De me acarinhares.
Autor desconhecido.
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