segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné - 68/74 - P29: A Alegria de uns é a tristeza de outros.



Mensagem do Ex Fur Mil da C. cav 3365 - 71/73 - S. Domingos.
Com data de 28 12 2009

a tristeza da chegada é a eufuria da partida de outros.



De realçar que a minha companhia, C.CAV 3365 foi render a C.CAV 2539.
Enquanto eles estavam com a euforia da partida, nós estavamos com a tristeza da chegada.
Vou enviar uma fotografia que ilustra a minha moral na chegada a S. Domingos.

B. Parreira

Nota de Manuel Seleiro:
A fotografia acima, é do Ex Fur Mil Parreira na chegada a S. Domingos.
C. cav 3365:


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domingo, 27 de dezembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P28: Ataque ao Quartel de S. Domingos na hora do almoço.


Mensagem enviada por o Ex Fur Mil Parreira da cav 3365 - 71/73 S. Domingos.
Com data de 27 12 2009


Ataque ao Quartel de S. Domingos na hora doalmoço


Caro Manuel Seleiro

Aqui vai o meu primeiro relato de um dia de Guerra passado em S. Domingos:


Cheguei a S. Domingos no dia 13/05/1971, cerca das 11 horas da manhã.
Tinhamos a aguardar-nos no Cais elementos da C.CAV. 2539. Foram os
camaradas dessa Companhia que durante 15 dias partilharam connosco a
camarata e que nos ajudaram a integrar, e nos ensinaram alguns
trilhos e caminhos que haviamos de percorrer. Pode-se dizer que o
nosso baptismo de guerra foi feito com eles a apadrinhar-nos.
Desde o primeiro dia tive a clara noção que poderia sair de lá morto
ou deficiente. O que Graças a Deus não aconteceu.
Foram muitas as situações de perigo que atravessei, quer nas saidas
para o mato quer de ataques ao Quartel.
Desde o primeiro dia que cheguei a S. Domingos era raro o dia em que
o IN não tentava atacar o Quartel, mas sem atingir o alvo.
Cerca de 2 meses após a chegada da C.Cav. 3365, já haviam sido
evacuados vários feridos por acidentes com minas, quando ocorreu a
primeira situação mais grave de ataque ao Quartel. Estava quase toda a
companhia a almoçar quando nos apercebemos que estavamos a ser
atacados pelo IN, bem próximo. A malta da artilharia depressa tomou
posição de ataque e outros refugiaram-se nos abrigos com as
respectivas armas, e cerca de meia hora foi de fogo intenso de ambos
os lados.
A caserna onde eu dormia, do lado da pista do aeroporto, foi toda
alvejada com estilhaços que abriram buracos nas camas, do 2º. e 4º.
Pelotão. Até a gaiola do piriquito, do Cabo Santos, que estava
pendurada na parede, foi atingida. Não houve baixas do nosso lado além
do pobre piriquito.
Neste dia tivemos Sorte, mas, após o IN atingir o Quartel neste
ataque, muitos se seguiram onde houve mortes e feridos.

Bernardino Parreira
Ex Furriel Mil. - C. Cav. 3365
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Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P27: O camarada Plácido Teixeira da cav. 3365 71/73 pedio contactos com outros camaradas.



Mensagem do camarada, Plácido Teixeira da cav 3365 71/73, S. Domingos.
Com data de 27 12 2009



Ja agora deixo ao Senhor Parreira o favor de me contactar se for
possivel. Estive na Guine , S.Domingos 71/73 com.cav.3365.Ficaria
imenso grato que outros amigos me contactassem.Meu nome e Placido
Teixeira meu e-mail News1253@yahoo.com.
Fiquei muito contente quando vi o posting do Parreira e porque nao
contactar-me? Moro fora de Portugal mas visito frequentemente. Amigo
felicidades e um abraco
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P26: Natal de 69 S. Domingos







[Guiné]

Natal de 69 S. Domingos, Guiné.
Faz hoje quarenta anos:
Dia 24 de Dezembro, bastante actividade, as informações davam conta de grande movimento do In na zona de S. Domingos.
O Natal era sempre uma data a ter em conta:
Por essa razão havia que reforçar a segurança, essa missão foi entregue ao pelotão de caçadores nativos 60 e ao pelotão de artilharia…
Os dois Obuses que estavam instalados no topo do quartel e apontados para a fronteira do Senegal foram reforçados com o morteiro 81 mais dois morteiros 60…
E a noite de Natal foi assim partilhada com o pessoal da artilharia e alguns elementos da CCav 2539.
As sentinelas foram reforçadas estiveram envolvidas mais de cinquenta homens.
O Jantar foi como manda a tradição, batatas com bacalhau e couves, a companhia de cavalaria 2539 foi benemérita ofereceu uma garrafa de cerveja das grandes para cada homem, uma garrafa de brandi para cada mesa…
Por volta das duas horas da manhã já se ouvia a aqui e acolá alguns cantos e vozes alteradas era o efeito do álcool, as saudades que fazia o coração ser mais sentimental…
Era o momento em que as recordações tocavam mais fundo, mesmo nos corações mais duros, as recordações dos pais e da esposa e da namorada os amigos e os familiares.
E a saudade da sua aldeia natal.
A noite avançava lenta e monótona o cansaço era já patente nos rostos dos homens, a manhã raiava com ela o despertar dos pássaros, dos animais e das gentes das aldeias nativas…
O In resolveu não nos brindar com os seus canhões sem recuo, os seus morteiros 82 os RPG e as armas automáticas…
Todo este aparato nesta noite de Natal tem haver com o ataque feito na noite de trinta de Novembro, cerca das 00:05 minutos.
A hora em que ocorreu o ataque, apanhou toda a gente a dormir, a reacção ao In foi muito demorada pelo o nosso lado.
Quando as NT reagiram com as armas pesadas já o In tinha feito fogo durante vinte minutos, com todo o tipo de armas pesadas.
Usando pela primeira vez canhões sem recuo a menos de 350m do quartel…
O ataque durou cerca de trinta e cinco minutos, mas não houve feridos, uma vez que toda a gente estava enfiada nos abrigos.
Houve dois feridos do nosso lado, mas por acidente com uma bazuca.
O In já se dava ao luxo de atacar o quartel S. Domingos durante o dia.
Uma tarde por volta das 15h37min o In atacou em força, tanto do lado do cupilon, e ao fundo da pista como da ponta do inglês, …
Nesse ataque foram utilizadas granadas com espoleta retardada.
Ou seja as granadas entravam até a profundidade de um metro e explodiam.
Começou uma certa apreensão, já ninguém queria ficar nos abrigos…
Alguém pedio a intervenção da força aérea, mas não foi da parte do quartel:
Tinha sido o agente da PIDE DGS, só ele o podia fazer porque tinha um transmissor de ondas curtas.
Com a chegada da força aérea, o pelotão de caçadores nativos encontrava-se fora do quartel e sem comunicações o que podia trazer graves problemas, porque os pilotos não sabiam a nossa posição…
A presença da FAP pôs termo ao ataque, nós o pelotão de caçadores nativos 60 é que não ganhamos para o susto…
Natal de 69 na Guiné

Manuel Seleiro
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P25: O emblema,



O emblema do pelotão de Caçadores nativos 60.
Sedido gentilmente pelo Carlos Silva, com uma página dedicada a guerra na Guiné.
Guerra da Guiné Carlos SilvaOs meus agradecimentos aos amigos e camaradas que tentaram, junto das suas recordações encontrar o emblema.
Um obrigado a todos.

Manuel Seleiro
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P24: O Natal é quando um homem quiser




[O Natal é quando um Homem quiser.)

O Blogue do pelotão de Caçadores Natibos 60 Guiné 68/74.
Deseja aos seus leitores, camaradas e amigos:
[Um Santo e ffeliz Natal]
Que o ano de 2010 seja repleto de paz e amor…

Manuel Seleiro
Coro infantil deSanto Amaro de Oeiras

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P23: "No âmbito do Projecto VIVA, Maria Buinen e Rosa Mota...




Mensagem do Ex Fur Mil Parreira da CAV. 3365.
S. Domingos 71/73

Com data 07-12-2009



Caro amigo e Camarada Manuel Seleiro,

Certamente tens acompanhado esta iniciativa através dos orgãos de
comunicação social, mas resolvi enviar-te este texto para poderes
divulgar pelos teus familiares e amigos, ou mesmo no teu blogue.
Sei que nos une um grande espírito de solidariedade para com o
sacrificado Povo de S. Domingos, que tão bem conhecemos, e tudo o que
pudermos fazer para minimizar o seu sofrimento é bem recebido.

Um abraço e votos de saúde para ti e para os teus familiares.
Deste amigo algarvio

Bernardino Parreira



"No âmbito do Projecto VIVA, Maria Buinen e Rosa Mota participaram na
maratona de Lisboa, o primeiro momento que marcou o arranque de uma
campanha que permitirá levar água a 85 mil pessoas da região de S.
Domingos, na Guiné-Bissau.

A ONG VIDA (Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento
Africano) com o apoio do LIDL, lançam dia 6 de Dezembro, a campanha de
angariação de fundos que, inserida no Projecto VIVA, pretende melhorar
a qualidade de vida de cerca de 85 mil pessoas de São Domingos, uma
região da Guiné-Bissau, através da construção de 54 furos artesianos.
Este projecto de angariação de fundos conta com o apoio, enquanto
embaixadora, de Rosa Mota.

O início desta campanha foi, simbolicamente, assinalado com a
participação de Maria Buinen, uma guineense que veio directamente de
São Domingos para participar com Rosa Mota na Maratona de Lisboa,
prova que teve lugar no domingo, dia 6 de Dezembro, pelas 09H00 no
Estádio 1º de Maio em Lisboa.

Após esta marcha, a qual simbolizou o esforço das mulheres que
percorrem a distância equivalente a uma maratona para terem acesso a
um dos bens mais essências da vida como a água potável, Rosa Mota foi
a primeira pessoa a contribuir para este projecto com 1 euro, valor
que reverte após o registo de uma garrafa de água vazia nas lojas LIDL.

Este primeiro contributo foi dado no LIDL da Av. Rio de Janeiro,
(junto ao Estádio 1º de Maio, de onde partiu a maratona) e onde Rosa
Mota marcou presença às 13H30.

Consciente da importância da valorização da vida humana, o LIDL abraça
este projecto com a ONG VIDA. A campanha de angariação de fundos
arrancou, procurando sensibilizar a sociedade para esta problemática
que é a dificuldade que existe no acesso a água potável na
Guiné-Bissau. Para aderir a esta causa basta, em qualquer loja LIDL,
efectuar o registo de 1 Euro, o valor de 1 garrafa de 1,5 L do
Projecto VIVA que estará ao lado de cada caixa registadora,
simbolizando a dificuldade que é ter acesso à água potável na
Guiné-Bissau.

A persistência de vencer, de ultrapassar obstáculos e de estar mais
próximo de todos, une uma vez mais os clientes ao LIDL, com o
objectivo de promover a igualdade de oportunidades. Através da garrafa
do Projecto VIVA estamos todos a contribuir para tornar acessível na
Guiné-Bissau um dos maiores bens essenciais à condição da vida humana:
a Água. Será esta a comunicação interna em todas as lojas Lidl de
Portugal: "um gesto, milhares de vidas".
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