terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P09: A emboscada noturna e as cobras





Ingoré Ano de 69 Pel Caç Nat 60.
Saída de Ingoré ás 17 horas destino ao mato para uma emboscada nocturna...
Estrada Ingoré Sedengal percurso em viaturas até ao trilho que teríamos que andar durante uma hora.
A partir das 18 horas e 45 minutos a chuva começou a cair.
Ás 19 horas chegamos ao local da embuscada, fizemos a refeição da noite habitual lata de sardinhas ou choriço enlatado as bolachas de àgua e sal e o saquinho com a fruta cristalizada.
Vinte e duas horas, e a chuva aumentou a sua intensidade, não havia necessidade de manter as capas para chuva, o pessoal estava encharcado...
Meia noite, a trovoada rebentou por todos os lados os relâmpagos eram constantes, para completar a festa as Hienas fizeram a sua aparição...
Confesso que tive medo, não sei se da trovoada ou das Hienas nem pensava no In...
Que afinal aquilo era lá tempo para se andar a fazer a espera ao In.
Cinco e trinta da manhã o dia rompia finalmente por entre as árvores o sol estava radioso nem parecia que tinha chuvido toda a noite.
Aqui comessa a história das cobras.
A minha arma teve toda a noite com a coronha em cima das cobras, quando me virei para pegar a arma fiquei como paralizado a olhar para aqueles dois exemplares que estavam ali bem enrruscadinhos um no outro.
Já se deram conta que eu podia durante a noite ter-me sentado em cima das cobras...
Quando alguns Homens se aperceberam da situação tentaram atirar nas cobras, foram empedidos de o fazer para não sermos denuciados.
Um soldado nativo com um pau, acabou com a vida das cobras.
Os répteis foram levados para o quartel onde serviram de cenário para serem exibidos nas fotografias.

Primeiro Cabo Manuel Seleiro
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P08:A enmboscada a viatura do SR Artur Silva na estrada Ingoré São Vicente







Ingoré Ano de 69:
Artur Silva, comerciante em Ingoré dono de alguns dos edifícios alugados ao Exército.
Tinha uma viatura pesada, alguns empregados negociavam com produtos agrículas em particular o amendoim.
Armazenava grandes quantidades de produtos, que depois eram transportados em viaturas militares para São Vicente e daí nos batulões, da companhia Ultramarina para Bissau.
Vem isto a propósito de uma coluna militar, feita pelo pelotão de caçadores nativos 60 comandada pelo Alf Mil Almeida, que devia sair de Ingoré pelas 8 horas da manhã com destino a São Vicente, Rio Cacheo.
A coluna era formada por quatro viaturas a saber uma mercedes, uma GMC, dois hanimogues e a viatura do SR Silva...
Total cinco viaturas...
Razão desta coluna ir a São Vicente para trazer os abastecimentos que se encontravam no Rio Cacheo em dois batolões.
A partida de Ingoré foi atrasada uma hora mesmo assim o SR Silva não saíu com a coluna militar, a sua partida na sua viatura foi feita vinte minutos depois os primeiros três Kilometros foi feita sem escolta militar.
Eram 12 horas e 36 minutos, todas as cinco viaturas estavam carregadas, foi dada a ordem de partida para Ingoré com passagem por a Totinha onde foi feita uma curta paragem para os homens descançarem.
Enquanto isso o Alf Mil Almeida e o SR Silva tinham tido uma converssa, a respeito da paragem feita pela coluna, que se resume ao seguinte o SR Silva não queria perder tenpo e assumiu a responsablidade de seguir só com a sua viatura.
A saber iam na viatura sete pessoas todos civis, na cabina ia o condutor um empregado da companhia Ultramarina um jovem de Cabo Verde o SR Silva e em cima da mercadoria iam as quatro pessoas.
Logo esta viatura não levava escolta militar.
Tinham decorrido trinta minutos quando começamos a ouvir rebentamentos, e rajadas de armas automáticas ninguém lhe ocorreu que se tratava da viatura do SRSilva...
A verdade era nua e crua tinha sido uma embuscada.
Resoltado dois mortos e dois feridos graves, os mortos foram o SR Silva e um empregado os feridos foram dois empregados.
O cabo Verdiano desapareceu...
Quando nós chegámos ao local da embuscada era só destruição e morte...
A viatura estáva carbonizada, ainda havia explosões das garrafas de gás.
Claro que a embuscada era para a coluna militar e aí era o descalabre total, a viatura da frente era a mercedes que levava vinte bidons de gasolina, a última trazia cinco caixas de granadas do morteiro 10.7 ...
Seria o Inferno na estrada de São Vicente Ingoré.

Primeiro Cabo Manuel Seleiro

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P07: Visita do General Spínola a Totinha




Visita de supresa do General Spínola, ao destacamento da Totinha.
O pelotão de caçadores Nativos 60 tinha acabado de chegar de Ingoré quando foi sobrevoado pelo o Helicóptro.
Onde vinha o Homem grande de Bissau.
Depois dos comprimentos como se vê na foto...
A comprimentar o Alf Mil Almeida do pelotão de caçadores natibos 60.
Em seguida perguntou quem era o condutor da viatura que estava junto a porta de armas, o mesmo se apresentou de imediato.
A pergunta do general para o condutor a viatura está pronta para seguir? o que o condutor respondeu só pega de empurrão...
O general Spínola disse preciso de voluntários, e meia duzia de homens se apresentaram e este ajudou a empurrar a viatura.
E partimos en direção A tabanca para o Spínola, ir cumprimentar o chefe da Aldeia.
E apenas com uma secção e fizenos cinco KM sem que nada ocorresse.

Um abraço

Manuel Seleiro
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P06: Ingoré 68/69




Decorria o Mês de Outubro, praticamente o Amo de 68 estáva quase no fim.
O pelotão 60 fazia os seus patrulhamentos, e as emboscadas noturnas em Ingoré...
Os serviços eram alternados, com o pelotão da Caç 1801.
A zona de Ingóré era calma tirando algums ataques ao Quartel, que não tinham gravidade.
Havia no Quartel um esquadrão de cavalaria com as suas Daimlér, que faziam sempre as colunas connosco o que era uma mais valia para todos...
O estado dos Homens, era bom fisicamente e psicológico, com grande conhecimento do terreno uma vez que eram naturais da Guiné.
Partilhámos muitas horas de grande tensão e sofrimento, durante quase dois anos no meu caso.

Manuel Seleiro