sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P163: 14.ª Feira do Queijo do Alentejo Serpa.

14.ª Feira do Queijo do Alentejo Serpa

27, 28 de fevereiro e 1 março de 2015

27, 28 de fevereiro e 1 março de 2015
14.ª Feira do Queijo do Alentejo
A tecnologia artesanal do queijo tem grandes tradições no Alentejo, onde, desde sempre, desempenhou um papel de grande importância económica.
O Queijo Serpa, com denominação de origem desde 1994 e denominação de origem protegida desde 1996, é possivelmente o queijo tradicional de maior fama no Alentejo, sendo o seu singular aroma e sabor parte fundamental do património cultural do Baixo Alentejo e em particular do concelho de Serpa.
Realizada anualmente em finais de Fevereiro a Feira do Queijo do Alentejo pretende primar este emblemático produto do concelho a par dos outros produtos regionais de qualidades tais como os enchidos, o azeite, o vinho, o mel, o pão e as azeitonas.
As tasquinhas, com os petiscos locais, têm presença forte neste certame onde também é presença imprescindível o cante alentejano.
Integrada num conjunto de objetivos cuja implementação se considera estratégica para o desenvolvimento do concelho e da cidade de Serpa, a Feira do Queijo do Alentejo, organizada pela Câmara Municipal de Serpa, constitui um passo decisivo na criação de uma base de sustentabilidade para a economia local, assente num dos pilares económicos do concelho: as produções tradicionais.
14.ª Feira do Queijo do Alentejo
27, 28 de fevereiro e 1 março de 2015
Para consulta ou descarregar ficheiros ver
Aqui.
Esta iniciativa, que decorre de 27 de fevereiro a 1 de março, é organizada pela Câmara Municipal de Serpa com o objetivo de promover o queijo como um produto emblemático da região e procurando incentivar a melhoria da qualidade dos produtos regionais e a dinâmica do tecido empresarial.


Fonte :
Câmara Municipal de Serpa.
"Em atualização "


O cante alentejano património cultural imaterial da Humanidade, é aqui.
1º Cabo Caçador
Manuel Seleiro.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P162: NATAL!

FESTAS FELIZES

Pelotão de Caçadores Nativos 60

O Blogue do pelotão de Caçadores Nativos (60) ,
deseja os amigos e visitantes Festas Felizes.

O Cante alentejano é aqui.

1º Cabo Caçador Manuel Seleiro

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P161: O cante alentejano já é património cultural imaterial da Humanidade.

O cante alentejano é Património cultural imaterial da Humanidade.
Aprovado hoje em "França PARIS"
Na Cede da Unésco.
Dia 27 de Novembro cerca das 10h17m hora portuguesa.
O cante Alentejano é assim reconhecido internacionalmente.
É a cultura de um povo e de um País.
O Grupo coral e Etnográfico da casa do povo de Serpa.
Cantou a moda Alentejo, Alentejo.

O que é o cante ?
O Cante Alentejano é um cante popular, prática polifónica desempenhada vulgarmente por grupos de homens, embora existam também grupos femininos e mistos.
Dentro do grupo de cantores existe o cantor solo, chamado ponto que inicia sempre os dois primeiros versos.
Depois segue-se o alto, que canta uma terceira acima.
O restante coro entra no tom do ponto e o alto começa a ornamentar a melodia.
As canções são chamadas modas, cujas principais características são:
(a)
Serem todas em tons maiores;
(b)
Terem algumas o soluço eclesiástico, ou pausa para respirar, no meio da palavra;
(c)
Terem algumas o acorde de trítono, intervalo dissonante composto de 3 tons.
Segundo alguns estudiosos, o Cante Alentejano terá tido a sua génese em Serpa, nos finais do século XV, na transição do Milénio Vocal para o Renascimento:
um grupo de frades deslocados do Convento de S. Paulo, na Serra de Ossa, para Serpa, terá estado na sua origem.
Outros apontam para as heranças da tradição árabe no sul do país.
O Cante Alentejano é um dos bens culturais imateriais que melhor personifica a cultura identitária do Alentejo.
Frequentemente, os alentejanos reúnem-se para cantar e, através do canto, retratam a sua gente, a lavoura, o sofrimento, o amor, a crença e a morte.
Daí que muitos considerem Serpa a "capital" do Cante Alentejano.
Refira-se, ainda, que o Cante reforça o sentimento de pertença da diáspora alentejana em Portugal e além-fronteiras:
elemento sempre presente nos espaços de convívio e que estimula o diálogo intergeracional.
1º Cabo Caçador Manuel Seleiro
"DFA"
Leia mais aqui

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P160: Candidatura do Cante Alentejano com parecer favorável.

O Cante Património do Alentejo

Decisão final é conhecida entre 24 e 28 de novembro.
Candidatura do Cante Alentejano com parecer favorável.
A Comissão Internacional de Especialistas da UNESCO emitiu parecer favorável à candidatura do cante alentejano a Património.
Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão final do Comité Internacional da UNESCO, por norma, vai de encontro a estes pareceres da comissão.
No entanto, ressalve-se que esta decisão só será dada a conhecer após reunião do Comité, entre os dias 24 e 28 de novembro, em.
Paris,
O Alentejo acantar

1º Cabo Caçador -Manuel Seleiro

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P159: Atotinha Ingoré.

Pelotão de Caçadores Nativos (60)

Atotinha Ingoré Ano de 68

General spínola 20-12-68
Visita ao Destacamento da Atotinha 1º Cabo Caçador "DFA"
Ex - Alf Mil Almeida General Spínola
Visite o Site Luar da Meia-noite O Cante Alentejano

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P158: Aniversário da Companhia de Caçadores: 1801, Ingoré.

Pelotão de Caçadores Nativos (60)

Companhia de Caçadores (1801)

Aniversário da Companhia de Caçadores 1801 ingoré.
Outubro de (68)
67/69:

1º Cabo Caçador.
Manuel Seleiro.
Visite o Luar da Meia-noite.
Web:
Site - do Cante Alentejano

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P157: A 7.ª edição da Feira Histórica e Tradicional de Serpa decorre de 22 a 24 de Agosto no centro histórico da cidade.

A 7.ª edição da Feira Histórica e Tradicional de Serpa decorre de 22 a 24 de Agosto no centro histórico da cidade

Serpa

A Feira inclui no seu programa animação musical, teatro, espetáculos equestres e palestras, estando presentes stands de artesanato e tasquinhas.
A edição deste ano recria o final da coexistência entre cristãos, judeus e muçulmanos em Portugal e a repressão da Inquisição.
A convivência entre as três religiões acabou em 1496, com D. Manuel I, que forçou uma parte dos judeus a converterem-se ao Cristianismo (“cristãos-novos”) e expulsou do reino os restantes, bem como a minoria muçulmana.
O rótulo de “cristão-novo” esteve na base de perseguições da Inquisição aos sefarditas, os judeus ibéricos. Era gente de iniciativa e endinheirada, alvo do Tribunal do Santo ofício, cujo estabelecimento se tornou definitivo em 1536.
O primeiro preso notável de Serpa foi queimado na fogueira pela Inquisição em 1561. Nos finais do século intensificou-se a repressão: numa terra com cerca de 700 fogos mais de 200 moradores caíram nas malhas da Inquisição.
Dois serpenses vagamente “cristãos-novos”, Frei António de Abrunhosa e seu irmão Gastão de Abrunhosa, destacaram-se na luta contra os processos atrozes ordenados pelo Santo Ofício.
É este ambiente, primeiro de coexistência cristã-judaico-muçulmana e depois, de repressão inquisitorial, na Serpa quinhentista, que a Feira recria.
Programa:

  • 22/08 – Sexta-feira
  • 17h30 | Refrescos kosher na Nora
  • 18h | Conversas na Nora | Tertúlia sobre a presença judaica em Portugal
  • 19h | Cortejo de recepção aos judeus sefarditas | de Ribacôa pelos seus parentes judeus de Serpa
  • 20h | Anúncio do Esposamento Sefardita e Cerimónia do casamento | assinatura do Contrato entre a Rebeca da casa de Isaque Cohen e Leví da casa de Jacob Zaboca em Serpa
  • 23h | Música e Danças Sefarditas
  • 24h | Tesouro Real | Espectáculo de Malabares de Fogo
  • 01h | Encerramento do Mercado e ronda dos Beleguins
  • 23/08– Sábado
  • 17h30 | Refrescos Mouros na Nora
  • 18h | Conversas na Nora | Tertúlia sobre o Islão em Portugal, passado e presente
  • 19h | Cortejo Régio pelas ruas do burgo | D. Manuel recebe Judeus e Mouros fugidos de Espanha e compromete-se a aceitar a presença deles no Reino.
  • 22h | Os combates são de cortesia | como mandam as regras de cavalaria em tempo de paz | Espetáculo Equestre
  • 23h | Música e Danças muçulmanas
  • 24h | Mare Tenebrum | Espectáculo de Malabares de Fogo
  • 01h | Encerramento do Mercado e ronda dos Beleguins
  • 24/08 – Domingo
  • 17h30 | Refrescos cristãos na Nora
  • 18h | Conversas na Nora | Tertúlia ecuménica sobre os três Credos em Portugal
  • 19h | Abertura e Arruada | os músicos saem em arruada pelas ruas do castelo. Trampolineiros e saltimbancos irrompem pelas praças em momices e arremedilhos
  • 20h | As perseguições às minorias religiosas | O caso da família Abrunhosa
  • 22h | Jogos e Provas de Perícia com os cavaleiros sefarditas da terra | Espetáculo Equestre
  • 23h | Música e Danças Cristãs
  • 24h | O milagre das Rosas | Espectáculo de malabares de fogo
  • 01h | Encerramento do Mercado
  • Em permanência | No espaço do evento
    Animação Itinerante | Recriação Histórica e Artes Performativas | Personagens | Rábulas e Estórias | Música e Dança
    Nas Escadas de Santa Maria | Personagens em diálogo que retratem a tensão vivencial das minorias.
    No Castelo | Exposição do Corpo Escravo
    Org: Câmara Municipal de Serpa, Viv`Arte - Companhia de Teatro, cofinanciamento - União Europeia - Fundo Europeu de Desenvolvimento Social, com o apoio do Movimento Associativo, União de Freguesias de Serpa (Salvador e Santa Maria), União de Freguesias de Vila Nova de São Bento e Vale de Vargo, Junta de Freguesia de Vila Verde de Ficalho, Junta de Freguesia de Pias e Junta de Freguesia de Brinches.



    CÂMARA MUNICIPAL DE SERPA Praça da República, 7830-389 SERPA
    Tel.: ....284 540 100 Fax: 284 544 721
    geral@cm-serpa.pt
    Luar da Meia-noite ------------------ || ------------------

    sábado, 26 de julho de 2014

    Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P156: Primeira saida para o mato 27 07 68 S.Domingos

    Pelotão de Caçadores Nativos (60) S.Domingos

    Pelotão de Caçadores (60)
    Foi criado em S.Domingos Maio de 68
    1º Cabo Caçador
    68/74
    27 de Julho de 68
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    O Cante Alentejano
    · "DFA"

    terça-feira, 1 de julho de 2014

    Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P155: Porque os outros se mascaram mas tu não. "POEMA" Sophia de Mello Breyner Andresen

    Porque os outros se mascaram mas tu não

    Porque os outros se mascaram mas tu não
    Porque os outros usam a virtude
    Para comprar o que não tem perdão
    Porque os outros têm medo mas tu não
    Porque os outros são os túmulos caiados
    Onde germina calada a podridão.
    Porque os outros se calam mas tu não.
    Porque os outros se compram e se vendem
    E os seus gestos dão sempre dividendo.
    Porque os outros são hábeis mas tu não.
    Porque os outros vão à sombra dos abrigos
    E tu vais de mãos dadas com os perigos.
    Porque os outros calculam mas tu não.


    Francisco Fanhais Porque. "Youtube"

    Sophia de Mello Breyner Andresen

    1º Cabo Caçador
    Manuel Seleiro
    "DFA"
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    quarta-feira, 4 de junho de 2014

    Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P154: CONCURSO INTERNACIONAL DE RADIOAMADORISMO dos Comandos.

    29 de JUNHO de 2014

    DIA DOS COMANDOS CONCURSO INTERNACIONAL DE RADIOAMADORISM0
    “COMANDOS 2014”
    CR5CMD
    OPERA em HF – SSB- PSK31- RTTY e CW – nos 20 e 40 M
    As Delegações da Associação de Comandos devem procurar a colaboração dos radioamadores da sua área.
    Às Associações de Radioamadores e Radioamadores em geral, solicitamos a melhor participação no concurso.
    Regulamento»»
    Manuel Seleiro
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    (s)

    domingo, 27 de abril de 2014

    Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P153: Por do Sol Ingoré Ano (69.)

    Pelotão de Caçadores Nativos (60)

    S.Domingos / Ingoré / Suzana

    68/74

     

    São Leonardo da Galafura
    À proa dum navio de penedos,
    A navegar num doce mar de mosto,
    Capitão no seu posto De comando,
    S. Leonardo vai sulcando As ondas Da eternidade,
    Sem pressa de chegar ao seu destino.
    Ancorado e feliz no cais humano,
    É num antecipado desengano Que ruma em direcção ao cais divino.
    Lá não terá socalcos
    Nem vinhedos
    Na menina dos olhos deslumbrados;
    Doiros desaguados
    Serão charcos de luz
    Envelhecida;
    Rasos, todos os montes
    Deixarão prolongar os horizontes
    Até onde se extinga a cor da vida.
    Por isso, é devagar que se aproxima
    Da bem-aventurança.
    É lentamente que o rabelo avança
    Debaixo dos seus pés de marinheiro.
    E cada hora a mais que gasta no caminho
    É um sorvo a mais de cheiro
    A terra e a rosmaninho!
    Miguel Torga

     

    1º Cabo Caçador
    Manuel Seleiro
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    sexta-feira, 11 de abril de 2014

    Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 P152: Quarenta anos do 25 de Abril

    Pelotão de Caçadores Nativos (60) Guiné

    Liberdade

    Cravo
     

    Era uma vez um país onde entre o mar e a guerra vivia o mais infeliz
    dos povos à beira-terra.
    Onde entre vinhas sobredos vales socalcos searas serras atalhos veredas lezírias e praias claras um povo se debruçava como um vime de tristeza sobre um rio onde mirava a sua própria pobreza.
    Era uma vez um país onde o pão era contado onde quem tinha a raiz tinha o fruto arrecadado onde quem tinha o dinheiro tinha o operário algemado onde suava o ceifeiro que dormia com o gado onde tossia o mineiro em Aljustrel ajustado onde morria primeiro quem nascia desgraçado.
    Era uma vez um país de tal maneira explorado pelos consórcios fabris pelo mando acumulado pelas ideias nazis pelo dinheiro estragado pelo dobrar da cerviz pelo trabalho amarrado que até hoje já se diz que nos tempos do passado se chamava esse país Portugal suicidado.
    Ali nas vinhas sobredos vales socalcos searas serras atalhos veredas lezírias e praias claras vivia um povo tão pobre que partia para a guerra para encher quem estava podre de comer a sua terra.
    Um povo que era levado para Angola nos porões um povo que era tratado como a arma dos patrões um povo que era obrigado a matar por suas mãos sem saber que um bom soldado nunca fere os seus irmãos.
    Ora passou-se porém que dentro de um povo escravo alguém que lhe queria bem um dia plantou um cravo.
    Era a semente da esperança feita de força e vontade era ainda uma criança mas já era a liberdade.
    Era já uma promessa era a força da razão do coração à cabeça da cabeça ao coração. Quem o fez era soldado homem novo capitão mas também tinha a seu lado muitos homens na prisão.
    Esses que tinham lutado a defender um irmão esses que tinham passado o horror da solidão esses que tinham jurado sobre uma côdea de pão ver o povo libertado do terror da opressão.
    Não tinham armas é certo mas tinham toda a razão quando um homem morre perto tem de haver distanciação uma pistola guardada nas dobras da sua opção uma bala disparada contra a sua própria mão e uma força perseguida que na escolha do mais forte faz com que a força da vida seja maior do que a morte.
    Quem o fez era soldado homem novo capitão mas também tinha a seu lado muitos homens na prisão.
    Posta a semente do cravo começou a floração do capitão ao soldado do soldado ao capitão.
    Foi então que o povo armado percebeu qual a razão porque o povo despojado lhe punha as armas na mão.
    Pois também ele humilhado em sua própria grandeza era soldado forçado contra a pátria portuguesa.
    Era preso e exilado e no seu próprio país muitas vezes estrangulado pelos generais senis.
    Capitão que não comanda não pode ficar calado é o povo que lhe manda ser capitão revoltado é o povo que lhe diz que não ceda e não hesite – pode nascer um país do ventre duma chaimite.
    Porque a força bem empregue contra a posição contrária nunca oprime nem persegue – é força revolucionária!
    Foi então que Abril abriu as portas da claridade e a nossa gente invadiu a sua própria cidade.
    Disse a primeira palavra na madrugada serena um poeta que cantava o povo é quem mais ordena.
    E então por vinhas sobredos vales socalcos searas serras atalhos veredas lezírias e praias claras desceram homens sem medo marujos soldados «páras» que não queriam o degredo dum povo que se separa. E chegaram à cidade onde os monstros se acoitavam era a hora da verdade para as hienas que mandavam a hora da claridade para os sóis que despontavam e a hora da vontade para os homens que lutavam.
    Em idas vindas esperas encontros esquinas e praças não se pouparam as feras arrancaram-se as mordaças e o povo saiu à rua com sete pedras na mão e uma pedra de lua no lugar do coração.
    Dizia soldado amigo meu camarada e irmão este povo está contigo nascemos do mesmo chão trazemos a mesma chama temos a mesma ração dormimos na mesma cama comendo do mesmo pão.
    Camarada e meu amigo soldadinho ou capitão este povo está contigo a malta dá-te razão.
    Foi esta força sem tiros de antes quebrar que torcer esta ausência de suspiros esta fúria de viver este mar de vozes livres sempre a crescer a crescer que das espingardas fez livros para aprendermos a ler que dos canhões fez enxadas para lavrarmos a terra e das balas disparadas apenas o fim da guerra.
    Foi esta força viril de antes quebrar que torcer que em vinte e cinco de Abril fez Portugal renascer.
    E em Lisboa capital dos novos mestres de Aviz o povo de Portugal deu o poder a quem quis.
    Mesmo que tenha passado às vezes por mãos estranhas o poder que ali foi dado saiu das nossas entranhas.
    Saiu das vinhas sobredos vales socalcos searas serras atalhos veredas lezírias e praias claras onde um povo se curvava como um vime de tristeza sobre um rio onde mirava a sua própria pobreza.
    E se esse poder um dia o quiser roubar alguém não fica na burguesia volta à barriga da mãe. Volta à barriga da terra que em boa hora o pariu agora ninguém mais cerra as portas que Abril abriu.
    Essas portas que em Caxias se escancararam de vez essas janelas vazias que se encheram outra vez e essas celas tão frias tão cheias de sordidez que espreitavam como espias todo o povo português.
    Agora que já floriu a esperança na nossa terra as portas que Abril abriu nunca mais ninguém as cerra.
    Contra tudo o que era velho levantado como um punho em Maio surgiu vermelho o cravo do mês de Junho.
    Quando o povo desfilou nas ruas em procissão de novo se processou a própria revolução.
    Mas eram olhos as balas abraços punhais e lanças enamoradas as alas dos soldados e crianças.
    E o grito que foi ouvido tantas vezes repetido dizia que o povo unido jamais seria vencido.
    Contra tudo o que era velho levantado como um punho em Maio surgiu vermelho o cravo do mês de Junho.
    E então operários mineiros pescadores e ganhões marçanos e carpinteiros empregados dos balcões mulheres a dias pedreiros reformados sem pensões dactilógrafos carteiros e outras muitas profissões souberam que o seu dinheiro era presa dos patrões.
    A seu lado também estavam jornalistas que escreviam actores que se desdobravam cientistas que aprendiam poetas que estrebuchavam cantores que não se vendiam mas enquanto estes lutavam é certo que não sentiam a fome com que apertavam os cintos dos que os ouviam.
    Porém cantar é ternura escrever constrói liberdade e não há coisa mais pura do que dizer a verdade.
    E uns e outros irmanados na mesma luta de ideais ambos sectores explorados ficaram partes iguais.
    Entanto não descansavam entre pragas e perjúrios agulhas que se espetavam silêncios boatos murmúrios risinhos que se calavam palácios contra tugúrios fortunas que levantavam promessas de maus augúrios os que em vida se enterravam por serem falsos e espúrios maiorais da minoria que diziam silenciosa e que em silêncio fazia a coisa mais horrorosa: minar como um sinapismo e com ordenados régios o alvor do socialismo e o fim dos privilégios.
    Foi então se bem vos lembro que sucedeu a vindima quando pisámos Setembro a verdade veio acima.
    E foi um mosto tão forte que sabia tanto a Abril que nem o medo da morte nos fez voltar ao redil.
    Ali ficámos de pé juntos soldados e povo para mostrarmos como é que se faz um país novo.
    Ali dissemos não passa! E a reacção não passou. Quem já viveu a desgraça odeia a quem desgraçou.
    Foi a força do Outono mais forte que a Primavera que trouxe os homens sem dono de que o povo estava à espera.
    Foi a força dos mineiros pescadores e ganhões operários e carpinteiros empregados dos balcões mulheres a dias pedreiros reformados sem pensões dactilógrafos carteiros e outras muitas profissões que deu o poder cimeiro a quem não queria patrões.
    Desde esse dia em que todos nós repartimos o pão é que acabaram os bodos — cumpriu-se a revolução.
    Porém em quintas vivendas palácios e palacetes os generais com prebendas caciques e cacetetes os que montavam cavalos para caçarem veados os que davam dois estalos na cara dos empregados os que tinham bons amigos no consórcio dos sabões e coçavam os umbigos como quem coça os galões os generais subalternos que aceitavam os patrões os generais inimigos os generais garanhões teciam teias de aranha e eram mais camaleões que a lombriga que se amanha com os próprios cagalhões. Com generais desta apanha já não há revoluções.
    Por isso o onze de Março foi um baile de Tartufos uma alternância de terços entre ricaços e bufos.
    E tivemos de pagar com o sangue de um soldado o preço de já não estar Portugal suicidado.
    Fugiram como cobardes e para terras de Espanha os que faziam alardes dos combates em campanha.
    E aqui ficaram de pé capitães de pedra e cal os homens que na Guiné aprenderam Portugal.
    Os tais homens que sentiram que um animal racional opõe àqueles que o firam consciência nacional.
    Os tais homens que souberam fazer a revolução porque na guerra entenderam o que era a libertação.
    Os que viram claramente e com os cinco sentidos morrer tanta tanta gente que todos ficaram vivos.
    Os tais homens feitos de aço temperado com a tristeza que envolveram num abraço toda a história portuguesa.
    Essa história tão bonita e depois tão maltratada por quem herdou a desdita da história colonizada.
    Dai ao povo o que é do povo pois o mar não tem patrões. – Não havia estado novo nos poemas de Camões!
    Havia sim a lonjura e uma vela desfraldada para levar a ternura à distância imaginada.
    Foi este lado da história que os capitães descobriram que ficará na memória das naus que de Abril partiram das naves que transportaram o nosso abraço profundo aos povos que agora deram novos países ao mundo.
    Por saberem como é ficaram de pedra e cal capitães que na Guiné descobriram Portugal.
    E em sua pátria fizeram o que deviam fazer: ao seu povo devolveram o que o povo tinha a haver: Bancos seguros petróleos que ficarão a render ao invés dos monopólios para o trabalho crescer. Guindastes portos navios e outras coisas para erguer antenas centrais e fios dum país que vai nascer.
    Mesmo que seja com frio é preciso é aquecer pensar que somos um rio que vai dar onde quiser pensar que somos um mar que nunca mais tem fronteiras e havemos de navegar de muitíssimas maneiras.
    No Minho com pés de linho no Alentejo com pão no Ribatejo com vinho na Beira com requeijão e trocando agora as voltas ao vira da produção no Alentejo bolotas no Algarve maçapão vindimas no Alto Douro tomates em Azeitão azeite da cor do ouro que é verde ao pé do Fundão e fica amarelo puro nos campos do Baleizão. Quando a terra for do povo o povo deita-lhe a mão!
    É isto a reforma agrária em sua própria expressão: a maneira mais primária de que nós temos um quinhão da semente proletária da nossa revolução.
    Quem a fez era soldado homem novo capitão mas também tinha a seu lado muitos homens na prisão.
    De tudo o que Abril abriu ainda pouco se disse um menino que sorriu uma porta que se abrisse um fruto que se expandiu um pão que se repartisse um capitão que seguiu o que a história lhe predisse e entre vinhas sobredos vales socalcos searas serras atalhos veredas lezírias e praias claras um povo que levantava sobre um rio de pobreza a bandeira em que ondulava a sua própria grandeza!
    De tudo o que Abril abriu ainda pouco se disse e só nos faltava agora que este Abril não se cumprisse. Só nos faltava que os cães viessem ferrar o dente na carne dos capitães que se arriscaram na frente.
    Na frente de todos nós povo soberano e total que ao mesmo tempo é a voz e o braço de Portugal.
    Ouvi banqueiros fascistas agiotas do lazer latifundiários machistas balofos verbos de encher e outras coisas em istas que não cabe dizer aqui que aos capitães progressistas o povo deu o poder!
    E se esse poder um dia o quiser roubar alguém não fica na burguesia volta à barriga da mãe! Volta à barriga da terra que em boa hora o pariu agora ninguém mais cerra as portas que Abril abriu!
    Ary dos Santos
    Lisboa, Julho-Agosto de 1975


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    1º Cabo Caçador
    Manuel Seleiro
    "DFA"


    Revolução:

    segunda-feira, 10 de março de 2014

    Pel Caç Nat (60) Guiné (68/74) - P151: A Mina (...) S.Domingos. (Ano de 70)

    Guiné 10 de Março de (1970)

    Pelotão de Caçadores Nativos (60)

     

    S. Domingos /Ingoré / Suzana

    (68/74 )

    Dez de Março, de (1970 10 H )
    Missão, fronteira do "Senegal" desbravar o mato junto aos "Marcos" e pintar de branco.
    Que não foi concluída, razão uma mina anti-pessoal que deflagrou fez dois feridos com gravidade.
      Comandava o Pelotão o Alféres Hugo Guerra e Furriel Rocha.
    A Mina anti-pessoal foi detetada, a três K m da Fronteira com o "Senegal"no trilho "Suncuntoto".
      Este trilho ficava a 5 K m de S.Domingos, na picada para Suzana.
    Obrigado a todos os Militares, do Pel Caç Nat (60) por o desempenho que tiveram nesse dia dez de Março, do ano de (1970.)
    A minha gratidão para com esses Homens.

    1º Cabo - Caçador Manuel Seleiro.

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    quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

    Pel Caç Nat (60) Guiné (68/74) - P150: Poema FRUSTRAÇÃO Miguel Torga,

    Frustração

    Foi bonito
    O meu sonho de amor.
    Floriram em redor
    Todos os campos em pousio.
    Um sol de Abril brilhou em pleno estio,
    Lavado e promissor.
    Só que não houve frutos
    Dessa primavera.
    A vida disse que era
    Tarde demais.
    E que as paixões tardias
    São ironias
    Dos deuses desleais.

    Miguel Torga, in 'Diário XV'

    1º Cabo Caçador:

    "DFA"

    Pelotão de Caçadores Nativos (60) S. Domingos /Ingoré /Susana (68/74)
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    quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

    Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P149: Bom Ano de 2014

    Pelotão de Caçadores Nativos (60.)


    S.Domingos : (68/74) S. Domingos / Ingoré /Suzana
    Guiné Almoço de Ano Novo, com camaradas da C. cav. 2539.
    E elementos do Pel Caç Nat (60)

    Dia 1 de Janeiro, de (1970).
    Guiné

    FELIZ ANO NOVO de :2014


    São os votos do Pelotão de Caçadores Nativos (60.)
    1º Cabo Caçador "DFA"
    Manuel Seleiro.


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