(Pel Caç Nat 60 )
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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P142: O meu aniversário 29 07 1968

Guiné S.Domingos
    São Domingos    ◊    Vinte e nove de Julho dia do meu aniversário    ◊    A minha primeira saída para o mato.
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S.Domingos /Ingoré/Susana
Pelotão de Caçadores Nativos 60
Foi criado em Maio de 1968
>S.Domingos
Comandantes:
Ex. Alf Mil Almeida Gonçalves
Alf Mil Nélson Gonçalves "DFA"
Alf Mil Hugo Guerra "DFA"
Furriéis:
Ex. Furriél Manuel Martins Viana de Sousa
Ex. Furriél Isaías Barbosa Leão
Ex. Furriél José Lopes Fazendas
Furriél Manuel Marques Pereira da Rocha "DFA"
Cabos:
1º Cabo Manuel Seleiro "DFA"
Caçador
Ex1º Cabo
Manuel M.M.M. Magalhães
1º Cabo
Agostinho -Africano/Comando
Soldados
Pedro -Africano
Guilherme de Oliveira Marques /Trasmições
Gilat / Africano
Luís Fidalgo
Malan Seid/Africano
Armando
Augusto/Africano
Cavaleiro/Africano
Malan /Africano

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P137: A Largada...

A largada


> Foram então as ânsias e os pinhais
> Transformados em frágeis caravelas
> Que partiam guiadas por sinais
> Duma agulha inquieta como elas...
> Foram então abraços repetidos
> À Pátria-Mãe-Viúva que ficava
> Na areia fria aos gritos e aos gemidos
> Pela morte dos filhos que beijava.
> Foram então as velas enfunadas
> Por um sopro viril de reacção
> Às palavras cansadas
> Que se ouviam no cais dessa ilusão.
> Foram então as horas no convés
> Do grande sonho que mandava ser
> Cada homem tão firme nos seus pés
> Que a nau tremesse sem ninguém tremer.
·

(Miguel Torga)


Guiné 68/74:
S.Domingos/Ingoré/Susana

Pelotão de Caçadores Nativos 60.


1º Cabo (CAÇADOR). "DFA"


Manuel Seleiro,


> ·

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O Alentejo a cantar


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    quinta-feira, 18 de outubro de 2012

    Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P131: Poesia Pequena elegia de setembro

    Pequena elegia de setembro Não sei como vieste, mas deve haver um caminho para regressar da morte. Estás sentada no jardim, as mãos no regaço cheias de doçura, os olhos pousados nas últimas rosas dos grandes e calmos dias de setembro. Que música escutas tão atentamente que não dás por mim? Que bosque, ou rio, ou mar? Ou é dentro de ti que tudo canta ainda? Queria falar contigo, dizer-te apenas que estou aqui, mas tenho medo, medo que toda a música cesse e tu não possas mais olhar as rosas. Medo de quebrar o fio com que teces os dias sem memória. Com que palavras ou beijos ou lágrimas se acordam os mortos sem os ferir, sem os trazer a esta espuma negra onde corpos e corpos se repetem, parcimoniosamente, no meio de sombras? Deixa-te estar assim, ó cheia de doçura, sentada, olhando as rosas, e tão alheia que nem dás por mim. Eugénio de Andrade

    1º Cabo CAÇADOR
    Manuel Seleiro
    Pelotão de Caçadores Nativos 60
    São Domingos/Ingoré/Susana.


    68/74

    _

    terça-feira, 16 de agosto de 2011

    Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P106: Posto de observação...



    Sabes onde ficava este posto?
    (...)
    Eu sei... que companhia construiu ... Este Destacamento...
    (...)
    Valá! ... Eu ajudo... começava... por um (T).
    1. º Cabo (CAÇADOR)
    Agora está na moda destacar a especialidade,
    Ah! isto passa-se no ano de 68.
    Pelotão de Caçadores Nativos 60
    "DFA"

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    sábado, 16 de julho de 2011

    Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P103: A minha partida







    Ana Mafalda !




    Partida de Lisboa 11 07 68


    Partida do Cais da (Rocha Conde de Óbidos).



    O Ana Mafalda partio do Cais da (ROCHA CONDE DE ÓBIDOS) com trezentos militares de rendição individual
    Chegada á Guiné a 16 de Julho, avistámos a costa as 16 horas.
    estivémos que aguardar ao largo:
    primeira informação para o nosso desembarque 20 horas segunda informação:
    desembarque á 01 horas o que veio a confirmar-se.
    Chegada aos (ADIDOS) as duas da manhã fomos recebidos por dois "Sargentos" que nos fizeram formar.
    Un dos sargentos fez a chamada de alguns militares...
    E ele disse! os que chamei á amanhã apresentam-se na secretaria.
    entertanto caío uma chovada, daquelas que costumam cair em climas (TROPICAIS) quando fomos apanhar as malas e os sacos ... houve muito boa gente que ficou com as pégas das malas nas mãos!
    Fiquei alguns dias em (BISSAU), todos os dias tinha que passar por a secretaria:
    para ver se estáva a minha colocação.
    Alí! naquele dia ...Lá estáva (SÃO DOMINGOS NORTE DA GUINÉ).
    No dia 25 de Julho saí de (BISSAU) num Batelão rumo a S. Domingos.
    A 27 de Julho de 68 pisei o palco da guerra... Alí! estáva eu...
    Apresentei-me na secretaria da companhia o primeiro sargento depois de dar uma vista de olhos nas guias disse! vá apresentar-se ao comandante do Pelotão de Caçadores Nativos 60.
    (ALFERES ALMEIDA)...
    A 28 de Julho fiz o meu primeiro serviço... no dia


    A minha primeira foto em São Domingos



    29 do mesmo Mês foi a minha primeira saída para o mato... e dia do meu (ANIVERSÁRIO)! ...


    1. º Cabo caçador
    Manuel Seleiro
    "DFA"




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    sexta-feira, 1 de outubro de 2010

    Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P83: Dois Batelões no rio Cacheu.

    Dois Batelões no rio Cacheu.
    Doulce Pontes,
    Canção do Mar
    Dois batelões junto a a S. Vicente, aguardando que a maré subisse para descarregar.
    O Pel Caç Nat 60 ficou a qui toda a noite na margem do rio, a fazer segurança...
    Ano de 69 estávamos em Ingoré.
    Acontecia que muitas vezes vínhamos de Ingoré a ver se os batelões se encontravam no rio para fazer a dita segurança mas os mesmos não se encontravam por perto.
    Acabávamos por passar ali a noite...
    E os ditos batelões só chegávam dois ou três dias depois.
    Conclusão: falta de (Organização...
    Ah! falta de método.
    Não é verdáde meus Senhores?
    E os batelões aqui á espera, e nós também...
    Era a boa organização dos nossos chefes.
    ...:hein!


    1.ºCabo Manuel Seleiro.
    Especialidade de (Caçador).
    68/70*
    (DFA)
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    quinta-feira, 27 de agosto de 2009

    Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P05: O último Mês de 68 em S. Domingos



    Desde a formação do pelotão, de caç Nat 60 durante os quatro mêses que se seguiram .
    Decorria o Mês de Setembro em São Domingos, Ano de 68.
    Quando chegou a ordem para ir para Ingoré...
    tudo corria sem problemas de maior...
    A partida para Ingoré foi feita numa LDM com todos os membros e os famíliáres, dos nativos.
    Chegada a São Vicente, cerca das 21:horas já ali se encontrava um pelotão da Caç 1801 que nos condozio até ao Quartel de Ingoré...
    Fomos recebidos com alegria, e alívio uma vez que os dois pelotões da Caç 1801 não tinham descanço um dia saíam para o mato no dia seguinte estavam de serviço.
    Assim já éramos três pelotões.
    Mais tarde com a constroção do Destacamento da Totinha, Ingoré ficou mais uma vez redozido a dois pelotões.
    Decorria o Ano de 68 Setembro quando chegàmos a Ingoré.

    Manuel Seleiro

    sexta-feira, 21 de agosto de 2009

    Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P04:Ser ou não ser


    Ser ou não ser! o pelotão de caçadores 60 e um pelotão da companhia, que estava em São Domingos em Setembro de 68...
    Foram incombidos da seguinte missão, reabrir uma estrada que estava desactivada á alguns anos...
    Pel Caç Nat 60 era comandado pelo Alf Mil Almeida e o pelotão de São Domingos era comandado por Alf Mil Luís Barros.
    A coluna era constituída por quatro viaturas e cerca de sessenta homens.
    Esta estrada encontrava-se a 20Km de São Domingos no sentido, São Domingos Susana, á esquerda.
    Na frente ia o pelotão 60 Com catanas e machados, a cortar a mata e o pelotão do Alf Mil Luís fazia segurança.
    Foram necessárias três horas de grande trabalho para limpar a estrada. Necessitaram de cortar árvores e o mato estava muito fechado e alto.
    Quando foram vencidos os últimos metros, os nossos olhos depararam com uma beleza natural de árvores altas formando uma abóbeda, com algumas leanas ficando a poucos centímetros do chão.
    Já não se ouvia o barulho dos machados, dos motores das viaturas, era o descanso do guerreiro.
    Os homens conversavam havia como uma anarquia, não havia segurança, nem as viaturas ficaram em posição de poder sair dali se ouvesse uma emboscada...
    Mas aconteceu que o Alf Mil Luís tinha uma espingarda de caça, e na sua frente havia uma bolanha e como magia ali bem na sua frente apareceu como por encanto, um belo exemplar, uma gazéla.
    Alf Mil Luís levou a espingarda á cara fez pontaria e disparou e acertou, ferindo a gazéla.
    Um soldado, sem esperar qualquer ordem saío correndo na direção da gazéla, de faca de mato na mão o animal debatia-se na agonia da morte, o soldado acabou com a vida da gazéla.
    No momento em que colocava a gazéla as costas, ouvio-se duas rajadas de metralhadora.
    Foi a debandada geral e a confusão depois foi as viaturas que tiveram que manobrar para sair dali...
    homens e viaturas corriam pela estrada acabada de abrir, só parámos no quartel de São Domingos.
    [SER O NÃO SER]
    Seria o In ou não?
    Pois essa era a questão...
    No dia seguinte três pelotões armados até aos dentes cercaram o local...
    A aproximação foi feita como mandam as regras, resultado havia uma tabanca, onde vivia um casal com dois filhos.
    Havia realmente uma metralhadora de fabrico russo, mas tinha sido o homem em questão que a tinha apreendido ao In.
    E não é que tinha um documento passado pelo Batalhão...
    No mesmo documento constava que já tinha tido em seu poder uma Mauser...
    Constava que era para sua defesa.
    Assim se põe em fuga 60 homens.

    Manuel Seleiro

    terça-feira, 18 de agosto de 2009

    Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P02: Camarada este é o teu bloggue

    Camarada vém partilhar os teus momentos bons e maus, que passaste na Guiné.

    Se tiveste em São Domingos em 68 com o pelotão de caçadores, nativos número 60...
    Ou em Ingoré, nos anos de 68/69.
    É o momento para recordar, e contares as tuas vivências nas terras da Guiné...
    Não esquesser o exquadrão, de cavalaria [Daimler]...
    Podes escrever, para a caixa do correio, que está em baixo.
    Os teus textos serão postados no blog.
    Camarada espero a tua partixcipação.
    Um abraço, camarada

    Manuel Seleiro