(Pel Caç Nat 60 )
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P131: Poesia Pequena elegia de setembro

Pequena elegia de setembro Não sei como vieste, mas deve haver um caminho para regressar da morte. Estás sentada no jardim, as mãos no regaço cheias de doçura, os olhos pousados nas últimas rosas dos grandes e calmos dias de setembro. Que música escutas tão atentamente que não dás por mim? Que bosque, ou rio, ou mar? Ou é dentro de ti que tudo canta ainda? Queria falar contigo, dizer-te apenas que estou aqui, mas tenho medo, medo que toda a música cesse e tu não possas mais olhar as rosas. Medo de quebrar o fio com que teces os dias sem memória. Com que palavras ou beijos ou lágrimas se acordam os mortos sem os ferir, sem os trazer a esta espuma negra onde corpos e corpos se repetem, parcimoniosamente, no meio de sombras? Deixa-te estar assim, ó cheia de doçura, sentada, olhando as rosas, e tão alheia que nem dás por mim. Eugénio de Andrade

1º Cabo CAÇADOR
Manuel Seleiro
Pelotão de Caçadores Nativos 60
São Domingos/Ingoré/Susana.


68/74

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P105: Metralhadoras cantam a canção da guerra.


Conhece estas chapas?
(....)
vá lá faça um esforço:
)...(
Metralhadoras cantam a canção da guerra.
Vá lá vou dar uma ajuda... **Ano de 69...
Não se recorda? ... pois é...

Acenderam-se as armas pela noite dentro.
Quem rebenta? Quem morre? Quem vive? Quem berra?
Há um vento de lamentos nos lamentos do vento.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.

Cantam granadas a canção da morte.
E há uma rosa de sangue à flor da terra.
Morrer ou não morrer é uma questão de sorte.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.


Cantam bazookas e morteiros e estilhaços
cantam esta canção de aço que não erra
no espaço do seu fogo entre dois braços.
Cantam metralhadoras a canção da guerra.

Há um tiro que parte. Há um corpo que tomba.
Nesta boca fechada há um morto que berra.
Quem estoira no meu peito? o coração? Uma bomba?
Metralhadoras cantam a canção da guerra.

Todo o tempo é uma batalha. Ataque. Fuga.
Fuga. Ataque. Silêncio. Um silêncio que aterra.
Que marca o rosto com o seu peso ruga a ruga.
Um silêncio que canta na canção da guerra.


Mina. Emboscada. Pó. Pólvora. Sangue. Fogo.
Acerta não acerta? Erra não erra?
Perdeu todo o sentido dizer-te até logo.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.


Cada segundo pode ser o último segundo.
Como enterrar os mortos que a memória desenterra?
Há um poço tão fundo tão fundo tão fundo.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.

Há um soldado que grita eu não quero morrer.
E o sangue corre gota a gota sobre a terra.
Vai morrer a gritar eu não quero morrer.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.

Houve um que se deitou e disse: Até amanhã.
Mas amanhã é o dia em que se enterra
o soldado que disse: Até amanhã.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.

E um jeep corre pela noite dentro.
Avança não avança? Emperra não emperra?
Passam balas de chumbo nas balas do vento.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.


E há duzentos quilómetros de morte
em duzentos quilómetros de terra.
Neste caminho de Luanda para o Norte
Metralhadoras cantam a canção da guerra.


Manuel Alegre

1. º Cabo (CAÇADOR)
Pelotão de Caçadores Nativos 60.
Manuel Seleiro,
(DFA)

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pel Caç Nat 60 Guiné - 68/74 - P84: Podia resultar em (tragédia .)





Guiné/S.Domingos ano de 69.
Equipa de minas/armadilhas:
Conpanhia de cavalaria, 2539/69/71.
Pelotão de Caçadores Nativos 60/68/74:
Equipa de minas/armadilhas, a pousar para a fotografia.
Num dos raros momentos de descontração.
Na foto estão alguns dos elementos do pel caç nat 60 e o Ex Alf Mil Paiva da CCAV 2539, 1. ºcabo Seleiro (caçador)do pel caç nat 60 e os dois elementos da (Daimlér).
Podia resultar em tragédia a montagem de um (FORNILHO) no início da picada S.Domingos/Senegal .
Foram necessárias três longas horas .
O fornilho tinha 5 metros de cumprimento as cargas estavam com intervalos de dois metros .
Ocupavam os dois lados da picada .
O total de explosibos, 20 cargas de 500 gramas de (TNT), duas granadas para armadilhas …
Foi aberto um buraco na picada de um lado e do outro com as seguintes dimensões:
Quarenta por 20, as granadas,foram colocadas na horizontal e encaixadas nas paredes do buraco, onde foi introduzida uma pequena ripa de madeira, que estava colocada nas duas argolas das granadas .
O mais difícil ía começar agora…
Era retirar as cavilhas de segurança !
A seguir era só fazer a camoflagem do local do fornilho.
E depois levantar a segurança do pessoal .
Já com todo o mundo a distância, era o momento de eu retirar…
E fazer uma última inspeção ao local do (FORNILHO)…
E depois retirar . No momento em que dei o primeiro passo fiquei sem pinga de (Sangue)… Tinha colocado o pé em cima do fornilho onde estavam as duas granadas, foram momentos dramáticos…
Todo o pessoal olhava para mim !
Já se deram conta de que o fornilho não tinha sido acionado ?
Depois foi tudo uma questão de tempo, e tirar o pé de dentro do buraco .
P.S.
Ha ! Já me esquecia, foram utilizados 20 (Detonadores, )vários metros de cordão detonante .
1.º Cabo Manuel Seleiro (CAÇADOR.)
Pel Caç Nat 60.
Guiné 68/70:
(DFA)

Explosão controlada pela equipa de minas/Armadilhas .



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sábado, 4 de setembro de 2010

Pel Caç Nat 60 Guiné - 68/74 - P81: Mais uma foto Junto ao rio (cacheu).

S. vicente, rio Cacheu.
Ano de 69*
Este eu atravessei a nado.(Duvida?)

Manuel Seleiro,
Primeiro Cabo (Caçador).
DFA,




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terça-feira, 31 de agosto de 2010