(Pel Caç Nat 60 )
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domingo, 24 de junho de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P128: Equipa de Futebol do Pel Caç Nat 60 .


S. Domingos dia 10 do Mês 9 do ano de 69.
Equipa de Futebol do Pelotão de Caçadores 60 .
Jogámos, com a equipa da CCAÇ 1801 Ingoré, equipa de Barro ... Com a equipa de CCAV 2539 S. Domingos ...
Ingoré, Barro, ano de 68/69, S. Domingos ano de 69/70 ...
1º Cabo Caçador.
M. Seleiro,
Pel Caç Nat 60 S. Domingos/Ingoré/Susana.
68/74
...
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - p: 124 Parabéns a você, Hugo Guerra.





















o Pelotão de Caçadores Nativos 60 assucia-se ao aniversário do camarada Hugo Guerra.









Comandante do pelotão de caçadores nativo 60, S. Domingos.









(Ano de 70 )









Sinceros votos de um dia feliz, na companhia da família.









Um abraço, dos camaradas do pelotão 60.









Ex Alf Mil Hugo Guerra.









"DFA"









Ex 1º Cabo Caçador.









"DFA"


















M. Seleiro.









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sábado, 9 de janeiro de 2010

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P36: Tráz outro Amigo também





(Tráz outro amigo também...
José Afonso,
para ouvir clica aqui.
Há pouco lia um comentário, ao Post 35 S. Domingos a ferro e fogo.
Comentário do Parreira da C. cav 3365, onde ele dizia seria bom que camaradas que tiveram em S. Domingos em 73/74 que, comentássem os ultimos anos em S. Domingos...
Camarada tiveste em S. Domingos de 67/74?
Vem contar, as tuas histórias...
Será intererssante comtares os teus episódios que viveste em S. Domingos.
Tiveste em Ingoré, nos anos de 67/74?
Faz como está escrito acima, uma retrospectiva dos momentos que lá estiveste.
Sou o Manuel Seleiro, era do pelotão de caçadores Nativos 60 cheguei a S. Domingos a 27 de Julho de 68 tive três meses em S. Domingos...
Em Nuvembro parti para Ingoré onde tive com a C. caç 1801 doze meses, regressei de novo a S. Domingos.
Como vez sou um (SOLDADO), errante conheci muitos camaradas.
Gostaria da tua presença neste blogue para revivermos esses momentos únicos...
Um abraço, do camarada Seleiro do Pel Caç Nat 60.
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domingo, 3 de janeiro de 2010

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P31: Uma pequena história







Uma Pequena história:
Tinha acabado de chegar a Guiné, rendição individual, 300 homens fizeram a viagem no Ana Mafalda, seis dias para chegar a Guiné…
Por volta do dia 18 de Julho de 1968 avistámos a costa da Guiné, que se recortava no horizonte…
Os nossos olhos depararam com o mais belo cenário de luz e cor que alguma vez tinham visto.
Cerca das 17 horas estávamos ao largo de Bissau, aguardando ordens para atracar no cais. Através dos altifalantes do Ana Mafalda recebemos ordens para estar prontos para desembarcar!
Segunda ordem voltar para os nossos lugares…
O desembarque ficou para o próximo dia.
Terceira ordem desembarcar, cerca das 00h30min o que veio acontecer. No cais o movimento era de minuto para além de meia dúzia de polícias militares havia quatro viaturas militares cobertas, a maior parte dos homens foram encaminhados para essas viaturas, com destino ao depósito de adidos.
Onde nos aguardava dois (SARGENTOS), que nos mandaram formar rapidamente e com ordens bem precisas disseram:
-Os que eu chamar vão formando ali ao lado.
Todo este procedimento foi acompanhado por uma forte chuvada tropical…
No final da chamada feita por um dos sargentos, 50 homens estavam numa formatura a parte…
Estes homens partiam nesse mesmo dia as 9 horas com destinos diferentes…
Os restantes aguardavam colocação, passada uma semana recebi ordem para me apresentar no quartel de S. Domingos.
Na secretaria dos adidos recebi as guias de marcha, três rações de combate e a seguinte informação:
Devia estar no cais de Bissau ás 15 horas…
Como a tropa manda desenrascar tive que ir de boleia até Bissau e depois ir a pé até ao cais onde deparei-me com dezenas de Batelões e agora como saber qual aquele que ia para S. Domingos…
Não acreditam mas andei mais de quarenta minutos a tentar saber qual os batelões que iam para S. Domingos.
Já estava desesperado, quase a desistir e voltar para os adidos.
Quando me preparava para pegar os dois sacos e a mala que andaram sempre comigo, aconteceu um (MILAGRE) ou algo parecido avistei um jeep da Armada…
Vi sair do dito jeep três fuzileiros armados com uma Bazooka e dois de g3 e diverso material…
Dirigi-me a um deles e perguntei:
Se eles sabiam qual dos Batelões ia para S. Domingos? o que responderam foi que eles iam fazer a escolta aos ditos batelões.
Fiquei mais tranquilo já não estava só.
Decorridos 22 minutos chegou um jeep do exército com um primeiro-cabo da manutenção militar, era o responsável por a carga dos dois batelões que se destinavam ao quartel de S. Domingos.
As17 horas saíamos do cais com os dois batelões com tanta carga que só tinha trinta centímetros de fora de água.
Ainda iam vários civis com tudo o que era animais domésticos etc.
Foram duas noites e dois dias de medo constante até chegar ao Cacheu…
Aqui começa a história, uma vez que íamos passar ali a noite nos batelões e como tinha a tarde toda por minha conta resolvi ir conhecer o Cacheu.
Para quem conhece o Cacheu, havia uma rua que saía do cais em direcção ao centro.
Do lado esquerdo estava o quartel velho, em frente havia uma estátua, segundo creio era do Honório Barreto, em frente era o Mercado e as tabancas…
Para o lado direito havia uma estrada de terra batida, á direita ficava o rio e a esquerda era mato.
Do lado direito dessa estrada na margem do rio havia uma fortaleza fiquei por ali sentado a olhar a paisagem que era maravilhosa.
Mas havia algo mais além que me chamava atenção, era algo uniforme mas que eu não conseguia definir o que era…
E se pensei melhor o fiz, caminhei no sentido do dito objecto, logo vi que se tratava de uma viatura militar era toda de ferro e apresentava vestígios de ter sido queimada.
Fiquei por ali durante uns bons minutos…
E como já se estava a fazer tarde resolvi voltar aos batelões, sem antes passar por o quartel.
Qual não foi o meu espanto, quando vi na porta de armas um ajuntamento de soldados, que apontavam na minha direcção com curiosidade quando cheguei junto deles todos queriam falar ao mesmo tempo.
Para resumir em poucas palavras, eles perguntaram se eu sabia o que tinha acabado de fazer!
E eu respondi que não, e um deles disse nós para irmos até onde tu fostes tem de ir um pelotão e bem armado…
E um outro disse ainda por cima sem arma…
Um outro disse o In devia estar a dormir…
Conclusão tinha me afastado do cais, e do quartel uns quinhentos metros o que foi uma loucura ter feito o que fiz.
O tal carro de ferro que eu vi era uma (DAIMLÉR), que tinha accionado uma mina anti-carro seguida de uma emboscada, daí que aquele local indicava que a partir dali era preciso ter muito cuidado…
No dia seguinte saímos do Cacheu, para S. Domingos onde chegamos por volta das 16h apresentei-me na secretaria, da companhia 2539 onde entreguei as guias fui mandado apresentar ao Alf Mil Almeida comandante do Pel Caç Nat 60.
Era dia 27 de Julho de 68 foi o meu primeiro dia em S.Domingos. No dia 28 fiz o meu primeiro serviço e no dia 29 que era o dia dos meus anos foi a minha primeira saída para o mato.

Manuel Seleiro
Primeiro-cabo do Pel Caç Nat 60
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P26: Natal de 69 S. Domingos







[Guiné]

Natal de 69 S. Domingos, Guiné.
Faz hoje quarenta anos:
Dia 24 de Dezembro, bastante actividade, as informações davam conta de grande movimento do In na zona de S. Domingos.
O Natal era sempre uma data a ter em conta:
Por essa razão havia que reforçar a segurança, essa missão foi entregue ao pelotão de caçadores nativos 60 e ao pelotão de artilharia…
Os dois Obuses que estavam instalados no topo do quartel e apontados para a fronteira do Senegal foram reforçados com o morteiro 81 mais dois morteiros 60…
E a noite de Natal foi assim partilhada com o pessoal da artilharia e alguns elementos da CCav 2539.
As sentinelas foram reforçadas estiveram envolvidas mais de cinquenta homens.
O Jantar foi como manda a tradição, batatas com bacalhau e couves, a companhia de cavalaria 2539 foi benemérita ofereceu uma garrafa de cerveja das grandes para cada homem, uma garrafa de brandi para cada mesa…
Por volta das duas horas da manhã já se ouvia a aqui e acolá alguns cantos e vozes alteradas era o efeito do álcool, as saudades que fazia o coração ser mais sentimental…
Era o momento em que as recordações tocavam mais fundo, mesmo nos corações mais duros, as recordações dos pais e da esposa e da namorada os amigos e os familiares.
E a saudade da sua aldeia natal.
A noite avançava lenta e monótona o cansaço era já patente nos rostos dos homens, a manhã raiava com ela o despertar dos pássaros, dos animais e das gentes das aldeias nativas…
O In resolveu não nos brindar com os seus canhões sem recuo, os seus morteiros 82 os RPG e as armas automáticas…
Todo este aparato nesta noite de Natal tem haver com o ataque feito na noite de trinta de Novembro, cerca das 00:05 minutos.
A hora em que ocorreu o ataque, apanhou toda a gente a dormir, a reacção ao In foi muito demorada pelo o nosso lado.
Quando as NT reagiram com as armas pesadas já o In tinha feito fogo durante vinte minutos, com todo o tipo de armas pesadas.
Usando pela primeira vez canhões sem recuo a menos de 350m do quartel…
O ataque durou cerca de trinta e cinco minutos, mas não houve feridos, uma vez que toda a gente estava enfiada nos abrigos.
Houve dois feridos do nosso lado, mas por acidente com uma bazuca.
O In já se dava ao luxo de atacar o quartel S. Domingos durante o dia.
Uma tarde por volta das 15h37min o In atacou em força, tanto do lado do cupilon, e ao fundo da pista como da ponta do inglês, …
Nesse ataque foram utilizadas granadas com espoleta retardada.
Ou seja as granadas entravam até a profundidade de um metro e explodiam.
Começou uma certa apreensão, já ninguém queria ficar nos abrigos…
Alguém pedio a intervenção da força aérea, mas não foi da parte do quartel:
Tinha sido o agente da PIDE DGS, só ele o podia fazer porque tinha um transmissor de ondas curtas.
Com a chegada da força aérea, o pelotão de caçadores nativos encontrava-se fora do quartel e sem comunicações o que podia trazer graves problemas, porque os pilotos não sabiam a nossa posição…
A presença da FAP pôs termo ao ataque, nós o pelotão de caçadores nativos 60 é que não ganhamos para o susto…
Natal de 69 na Guiné

Manuel Seleiro
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P21: Equipa de futebol do Pel Caç Nat 60







Equipe de Futebol do Pel Caç Nat 60.
S. Domingos ano de 69

Muitas vezes para desanuviar a tenção, provocada pelas contínuas saídas para o mato...
eram criados torneios de futebol, onde participavam equipas da companhia de cavalaria 2539 e o Pel
Caç Nat 60...
Em Ingoré no ano de 68 quando do aniversário da Caç 1801 houve um torneio com as equípas do

destacamento de Barro, o pel caç nat 60 e uma equipe da 1801, em que saío vencedor o pel caç nat 60...

Para a lém de um contra-relógio de ciclismo com elementos da caç 1801 e o pel caç nat 60.
Nesse dia houve rancho melhorado...

ManuelSeleiro
DFA
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-P19: Estive em S. Domingos 68/69

Mensagem de José Espadana:
Enviada a 23-11-2009

PERTENCI AO BAT.CAÇ.1933. COMP. 1790,1791, 1792. ESTIVE EM S. DOMINGOS EM 68 REGRESSÁMOS EM AGOSTO/69. SABE-SE POUCO DO MEU BATALHÃO.AGORA COM O CARLOS SILVA É QUE COMEÇARAM A APARECER ALGUMAS NOVIDADES QUE PODEM SER VISTAS EM http://www.carlosilva-guine.com/. PENSO QUE PELA 1ª VEZ APARECEM CERCA DE 70 FOTOS DE S.DOMINGOS. ERA CONDUCTOR E PRESTEI SERVIÇO NA MESSE DE OFICIAIS. ESTIVEMOS LÁ, MAS HÁ SITUAÇÕES QUE JÁ NÃO RECORDO.PASSARAM 40 ANOS.É MUITO TEMPO.LEMBRO-ME ÁS VEZES DA MINHA LAVADEIRA ,SÓNIA DO CUPILON, TINHA 14 ANOS.COMO ESTARÀ AGORA? REFORMEI-ME´HÁ POUCO E AGORA VOU PRESTAR MAIS ATENÇÃO .JUNTO ENVIO DUAS FOT. UMA ACTUAL OUTRA DOS VELHOS TEMPOS.
COMAND.TEN. COR.ARMANDO VASCO DE CAMPOS SARAIVA. TEVE UM ACIDENTE COM UMA MINA AO FUNDO DA PISTA.FICOU SEM AS DUAS PERNAS.FALECEU HÁ CERCA DE 3 ANOS.José Espadana
ESTAMOS VIVOS. UM ABRAÇO CAMARADA.

Manuel Seleiro
DFA
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-P16: As duas héro naves da FAP que mais voavam na Guiné




S. Domingos 69/70

Pel Caç Nat 60
Dois dos meios aérios da FAP mais utilizádos na Guiné.
O helicóptero e a avioneta, esta mais conhecida como dorniér...
Duas das aéro naves de características técnicas diferente na maneiras de atuar nos diverssos

teatros de operações.
Máquinas que voavam diáriamente, de Bissau para os diverssos destacamentos...
Era o meio de transporte mais rápido, na evacuação de feridos para o Hospital...
No transporte de pessoal e uma coisa que era sempre esperada com grande ansiadade era o correio.
Qualquer destes meios não aterrava sem que fosse feita segurança a pista.
As fotografias mostram duas dessas aéro naves a dorniér na pista do quartel, de S. Domingos e o

helicóptero que pousou no quartel de Ingoré...

Manuel Seleiro
Primeiro cabo
DFA
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domingo, 8 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-P15:A volta dos tristes



S. Domingos

A volta dos tristes:

Não sei que comandante mandou elaborar esta norma que constava do seguinte:
Todos os dias depois do jantar um pelotão saía do quartel depois de saír andavámos uns 400 metros

e entravamos num trilho á direita do arame farpado e seguiamos paralelamente ao quartel,

continuávamos a contornar pelo topo do quartel e da pista.
De novo paralelamente á direita do arame farpado.
Aqui saíamos do trilho uns vinte metros e ficávamos aqui embuscados, até cerca das 23h30min...
Depois regressávamos ao quartel. Alguém lhe chamou a volta dos tristes.
Em 68 quando cheguei a S. Domingos já esta norma estáva em vigor.
Um ano depois quando regressámos a s. Domingos a volta dos tristes continuava...
Uma noite estáva o pelotão 60 embuscado a 300 metros do arame farpado quando ao longe se ouviu um

tiro, em seguida um soldado do pelotão 60 disparou a G3...
O sentinela que estava na torre junto a pista disparou várias rajadas na direcção onde nós

estávamos embuscados...
A nossa protecção era o capim e nada mais! colámo-nos ao chão e fomos rastejando até á pista onde

o Alf Mil Nélson Gonçalves e o restante pessoal branco saíu correndo com os braços no ar e

gritando para o sentinela que era o pelotão 60 enquanto os soldados africanos continuavam

deitados no capim não fosse o diabo tecê-las...

Manuel Seleiro
DFA
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sábado, 7 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-P14: Chão que nós pisamos!


Mensagem do nosso camarada Bernardino Parreira Fur Mil da CAV. 3365-s. Domingos 71/73
Com data de 07-11-2009



Chão que nós pisamos!

Camarada Manuel Seleiro,

Fiquei muito sensibilizado ao ler, no teu blogue, a descrição do
acidente que sofreste. Tendo lá assistido a alguns acidentes ocorridos
em idênticas circunstâncias, posso garantir-te que me parecia que
estava a rever essas tragédias passados 38 anos. Eu era um dos
furrieis do pelotão comandado pelo Alferes Fortuna, dirigente da ADFA,
que numa saída para o mato, quando ele procedia à desmontagem de uma
mina, que estava armadilhada, a mesma explodiu. Não vou entrar em
pormenores, porque isso só ele poderá fazer, mas terei para sempre
gravadas na minha memória essas imagens de horror. Ele também perdeu a
visão.
Pelas datas, dá-me ideia que tu estavas a acabar a comissão na Guiné
quando ocorreu o acidente. Só quem passou por aquela maldita guerra
sabe o medo que tinhamos das minas, principalmente nos últimos meses
de comissão, que parecia que o tempo nunca mais acabava. Eu estive
cerca de 24 meses na Guiné, entre 71/73 , e regressei em Março/73.
Nas saídas para o mato, quer de dia quer de noite estive inúmeras
vezes sentado nos marcos que referiste que íam pintar nesse fatídico
dia.
A sede do meu Batalhão, B. CAV. 3846, era em Ingoré, e a minha
companhia 3365 estava em S. Domingos, outra estava em Susana, e a
outra em Olossato.
A propósito dos marcos e da fronteira que nós tão bem conhecemos, aí
te envio uma notícia que não sei se tens acompanhado, que tem a ver
precisamente com esses marcos da divisão da linha de fronteira da
Guiné com o Senegal.

Um grande abraço deste amigo algarvio,

Bernardino Parreira

Resposta de Manuel Seleiro
Caro camarada Parreira, a nossa missão nesse dia era pintar os marcos que fazia a fronteira com o Senegal/Guiné Bissau.
O acidente do Alf Mil Fortuna foi no mesmo trilho onde ocorreu o meu...
Conheci o Fortuna em Barcelona/clinica Barraquer...

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UOL NOTÍCIAS
04/11/2009 - 19h46
Militar guineense descarta litígio com Senegal por fronteira
Bissau, 4 nov (Lusa) - O chefe do Estado-Maior Geral das Forças
Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, José Zamora Induta, afastou nesta
quarta-feira qualquer hipótese de conflito com o Senegal, mas insistiu
na necessidade de a fronteira entre os dois países ser respeitada.

"Hoje, no mundo em que estamos, não há hipótese de haver litígios por
causa da delimitação da fronteira, porque os marcos, felizmente,
quando foram feitos têm as coordenadas, mesmo tirando um pilar do
lugar, com GPS consegue-se localizar o lugar. Não há hipótese de haver
problema", explicou o contra-almirante.

Induta fez estas declarações em Suzana aos jornalistas que o
acompanharam em uma visita aos militares guineenses estacionados desde
17 de outubro ao longo da linha de fronteira com o Senegal, entre as
localidades de Ingore, Sedengal, São Domingos e Suzana.

Perguntado pela Agência Lusa sobre o pilar 184, que tem sido o motivo
da discórdia entre Guiné-Bissau e Senegal com cada um dos países que
afirmam que o marco se encontra dentro de seu território, Induta disse
ser necessário ir ao local para que se saiba em que parte o pilar está.

De acordo com o militar, apenas a comissão mista recentemente sugerida
entre os ministros da Defesa dos dois países poderá esclarecer onde se
encontra o pilar 184 e qual sua distância em relação à fronteira
traçada pelos colonos.

"É por essa razão que criamos a comissão mista, para que possamos
saber, efetivamente, onde é que se encontra esse pilar. Não há motivos
para confusão porque esses pilares todos têm coordenadas e, com
aparelho GPS, vamos chegar lá", disse Induta, ao responder à pergunta
da Lusa sobre a localização do marco 184, sobre se está localizado na
parte guineense ou em território senegalês.

Para o chefe das Forças Armadas guineenses, a disputa entre a
Guiné-Bissau e o Senegal "não se trata de um litígio", mas sim visa o
esclarecimento sobre a soberania de cada Estado.

"Eu não chamo isso de litígio. Como disse, a presença do Estado
guineense desde a independência tem sido fraca, de forma que há marcos
que delimitam a fronteira e eles têm que ser vigiados. Não tivemos a
presença devida como devia ter sido e, neste momento, estamos à
procura desses marcos e repô-los nos lugares certos, para que possamos
ter a noção exata do nosso território", afirmou o militar. Sobre a
data em que a comissão mista irá ao terreno para analisar os marcos e,
eventualmente, repô-los em seus devidos lugares, Induta disse que o
assunto compete aos dois governos, mas esclareceu que as Forças
Armadas pretendem agilizá-lo.

Enquanto a comissão não for ao terreno e as partes não chegarem a um
consenso sobre os marcos que terão que ser repostos em seus
respectivos lugares, o chefe das Forças Armadas guineenses afirmou que
os militares do país permanecerão no corredor Ingoré/Varela.

"Os militares estarão cá até quando for entendido que já não devem cá
estar", defendeu Induta.
do UOL Notícias