quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P161: O cante alentejano já é património cultural imaterial da Humanidade.
O cante alentejano é Património cultural imaterial da Humanidade.
Aprovado hoje em "França PARIS"
Na Cede da Unésco.
Dia 27 de Novembro cerca das 10h17m hora portuguesa.
O cante Alentejano é assim reconhecido internacionalmente.
É a cultura de um povo e de um País.
O Grupo coral e Etnográfico da casa do povo de Serpa.
Cantou a moda Alentejo, Alentejo.
O Cante Alentejano é um cante popular, prática polifónica desempenhada vulgarmente por grupos de homens, embora existam também grupos femininos e mistos.
Dentro do grupo de cantores existe o cantor solo, chamado ponto que inicia sempre os dois primeiros versos.
Depois segue-se o alto, que canta uma terceira acima.
O restante coro entra no tom do ponto e o alto começa a ornamentar a melodia.
As canções são chamadas modas, cujas principais características são:
(a)
Serem todas em tons maiores;
(b)
Terem algumas o soluço eclesiástico, ou pausa para respirar, no meio da palavra;
(c)
Terem algumas o acorde de trítono, intervalo dissonante composto de 3 tons.
Segundo alguns estudiosos, o Cante Alentejano terá tido a sua génese em Serpa, nos finais do século XV, na transição do Milénio Vocal para o Renascimento:
um grupo de frades deslocados do Convento de S. Paulo, na Serra de Ossa, para Serpa, terá estado na sua origem.
Outros apontam para as heranças da tradição árabe no sul do país.
O Cante Alentejano é um dos bens culturais imateriais que melhor personifica a cultura identitária do Alentejo.
Frequentemente, os alentejanos reúnem-se para cantar e, através do canto, retratam a sua gente, a lavoura, o sofrimento, o amor, a crença e a morte.
Daí que muitos considerem Serpa a "capital" do Cante Alentejano.
Refira-se, ainda, que o Cante reforça o sentimento de pertença da diáspora alentejana em Portugal e além-fronteiras:
elemento sempre presente nos espaços de convívio e que estimula o diálogo intergeracional.
1º Cabo Caçador Manuel Seleiro
"DFA"
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P160: Candidatura do Cante Alentejano com parecer favorável.
O Cante Património do Alentejo
Decisão final é conhecida entre 24 e 28 de novembro.
Candidatura do Cante Alentejano com parecer favorável.
A Comissão Internacional de Especialistas da UNESCO emitiu parecer favorável à candidatura do cante alentejano a Património.
Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão final do Comité Internacional da UNESCO, por norma, vai de encontro a estes pareceres da comissão.
No entanto, ressalve-se que esta decisão só será dada a conhecer após reunião do Comité, entre os dias 24 e 28 de novembro, em.
Paris,
O Alentejo acantar
1º Cabo Caçador -Manuel Seleiro
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P159: Atotinha Ingoré.
Pelotão de Caçadores Nativos (60)
Atotinha Ingoré Ano de 68
| General spínola | 20-12-68 |
| Visita ao Destacamento da Atotinha | 1º Cabo Caçador "DFA" |
| Ex - Alf Mil Almeida | General Spínola |
| Visite o Site Luar da Meia-noite | O Cante Alentejano |
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P158: Aniversário da Companhia de Caçadores: 1801, Ingoré.
Pelotão de Caçadores Nativos (60)
Companhia de Caçadores (1801)
Aniversário da Companhia de Caçadores 1801 ingoré.
Outubro de (68)
67/69:
Manuel Seleiro.
Visite o Luar da Meia-noite.
Web:
Site - do Cante Alentejano ....
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P157: A 7.ª edição da Feira Histórica e Tradicional de Serpa decorre de 22 a 24 de Agosto no centro histórico da cidade.
A 7.ª edição da Feira Histórica e Tradicional de Serpa decorre de 22 a 24 de Agosto no centro histórico da cidade
A Feira inclui no seu programa animação musical, teatro, espetáculos equestres e palestras, estando presentes stands de artesanato e
tasquinhas.
A edição deste ano recria o final da coexistência entre cristãos, judeus e muçulmanos em Portugal e a repressão da Inquisição.
A convivência entre as três religiões acabou em 1496, com D. Manuel I, que forçou uma parte dos judeus a converterem-se ao Cristianismo (“cristãos-novos”) e
expulsou do reino os restantes, bem como a minoria muçulmana.
O rótulo de “cristão-novo” esteve na base de perseguições da Inquisição aos sefarditas, os judeus ibéricos. Era gente de iniciativa e endinheirada, alvo do
Tribunal do Santo ofício, cujo estabelecimento se tornou definitivo em 1536.
O primeiro preso notável de Serpa foi queimado na fogueira pela Inquisição em 1561. Nos finais do século intensificou-se a repressão: numa terra com cerca de
700 fogos mais de 200 moradores caíram nas malhas da Inquisição.
Dois serpenses vagamente “cristãos-novos”, Frei António de Abrunhosa e seu irmão Gastão de Abrunhosa, destacaram-se na luta contra os processos atrozes
ordenados pelo Santo Ofício.
É este ambiente, primeiro de coexistência cristã-judaico-muçulmana e depois, de repressão inquisitorial, na Serpa quinhentista, que a Feira recria.
Programa:
Animação Itinerante | Recriação Histórica e Artes Performativas | Personagens | Rábulas e Estórias | Música e Dança
Nas Escadas de Santa Maria | Personagens em diálogo que retratem a tensão vivencial das minorias.
No Castelo | Exposição do Corpo Escravo
Org: Câmara Municipal de Serpa, Viv`Arte - Companhia de Teatro, cofinanciamento - União Europeia - Fundo Europeu de Desenvolvimento Social, com o apoio do Movimento Associativo, União de Freguesias de Serpa (Salvador e Santa Maria), União de Freguesias de Vila Nova de São Bento e Vale de Vargo, Junta de Freguesia de Vila Verde de Ficalho, Junta de Freguesia de Pias e Junta de Freguesia de Brinches.
| CÂMARA MUNICIPAL DE SERPA | Praça da República, 7830-389 SERPA |
| Tel.: ....284 540 100 | Fax: 284 544 721 |
| geral@cm-serpa.pt |
sábado, 26 de julho de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P156: Primeira saida para o mato 27 07 68 S.Domingos
Pelotão de Caçadores Nativos (60) S.Domingos
- Pelotão de Caçadores (60)
- Foi criado em S.Domingos Maio de 68
- 1º Cabo Caçador
- 68/74
- 27 de Julho de 68
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- O Cante Alentejano
terça-feira, 1 de julho de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P155: Porque os outros se mascaram mas tu não. "POEMA" Sophia de Mello Breyner Andresen
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Francisco Fanhais Porque. "Youtube"
Sophia de Mello Breyner Andresen
1º Cabo Caçador
Manuel Seleiro
"DFA"
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quarta-feira, 4 de junho de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P154: CONCURSO INTERNACIONAL DE RADIOAMADORISMO dos Comandos.
DIA DOS COMANDOS CONCURSO INTERNACIONAL DE RADIOAMADORISM0
“COMANDOS 2014”
CR5CMD
OPERA em HF – SSB- PSK31- RTTY e CW – nos 20 e 40 M
As Delegações da Associação de Comandos devem procurar a colaboração dos radioamadores da sua área.
Às Associações de Radioamadores e Radioamadores em geral, solicitamos a melhor participação no concurso.
Regulamento»»
Manuel Seleiro
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(s)
domingo, 27 de abril de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P153: Por do Sol Ingoré Ano (69.)
Pelotão de Caçadores Nativos (60)
S.Domingos / Ingoré / Suzana
68/74
São Leonardo da Galafura
À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto De comando,
S. Leonardo vai sulcando As ondas Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano Que ruma em direcção ao cais divino.
Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.
Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!
Miguel Torga
1º Cabo Caçador
Manuel Seleiro
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 P152: Quarenta anos do 25 de Abril
Pelotão de Caçadores Nativos (60) Guiné
Liberdade

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.
Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.
Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.
Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.
Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.
Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.
E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.
Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.
E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.
Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.
Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.
Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.
Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.
Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.
E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.
Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.
E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.
Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.
Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.
Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.
Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!
Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.
E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.
Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser
pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.
No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!
É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.
Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
Ary dos Santos
Lisboa, Julho-Agosto de 1975

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1º Cabo Caçador
Manuel Seleiro
"DFA"
Revolução:
segunda-feira, 10 de março de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné (68/74) - P151: A Mina (...) S.Domingos. (Ano de 70)
Guiné 10 de Março de (1970)
Pelotão de Caçadores Nativos (60)
S. Domingos /Ingoré / Suzana
(68/74 )
Dez de Março, de (1970 10 H )Missão, fronteira do "Senegal" desbravar o mato junto aos "Marcos" e pintar de branco.
Que não foi concluída, razão uma mina anti-pessoal que deflagrou fez dois feridos com gravidade.
Comandava o Pelotão o Alféres Hugo Guerra e Furriel Rocha.A Mina anti-pessoal foi detetada, a três K m da Fronteira com o "Senegal"no trilho "Suncuntoto".
Este trilho ficava a 5 K m de S.Domingos, na picada para Suzana. Obrigado a todos os Militares, do Pel Caç Nat (60) por o desempenho que tiveram nesse dia dez de Março, do ano de (1970.)
A minha gratidão para com esses Homens.
1º Cabo - Caçador Manuel Seleiro.
Follow - My Site ·quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Pel Caç Nat (60) Guiné (68/74) - P150: Poema FRUSTRAÇÃO Miguel Torga,
Frustração
Foi bonitoO meu sonho de amor.
Floriram em redor
Todos os campos em pousio.
Um sol de Abril brilhou em pleno estio,
Lavado e promissor.
Só que não houve frutos
Dessa primavera.
A vida disse que era
Tarde demais.
E que as paixões tardias
São ironias
Dos deuses desleais.
Miguel Torga, in 'Diário XV'
1º Cabo Caçador:
"DFA"Pelotão de Caçadores Nativos (60) S. Domingos /Ingoré /Susana (68/74)
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P149: Bom Ano de 2014
Pelotão de Caçadores Nativos (60.)
S.Domingos : (68/74) S. Domingos / Ingoré /Suzana
Almoço de Ano Novo, com camaradas da C. cav. 2539.
E elementos do Pel Caç Nat (60)
Dia 1 de Janeiro, de (1970).
FELIZ ANO NOVO de :2014
São os votos do Pelotão de Caçadores Nativos (60.)
1º Cabo Caçador "DFA"
Manuel Seleiro.
·
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P148: Festas Felizes
O Pelotão de Caçadores Nativos (60) 68/74 deseja, a todos os camaradas e amigos e visitantes, Do Blogue - Pel Caç Nat (60.)
VOTOS DE UM SANTO NATAL.
1º Cabo Manuel Seleiro
"CAÇADOR"
"DFA"
Festas Felizes.
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Pel Caç Nat (60) Guiné 68/74 - P147: "Nhambalã," Quarenta e quatro anos...se passaram...
Nhambalã
>Pelotão de Caçadores Nativos (60) Guiné S.Domingos.
Quarenta e quatro anos se passaram desde aquele dia 13 de Novembro, de 1969
Na estrada de S.Domingos a...
Nhambalã,
Que horas eram não sei...13h...Não talvez 14h:30... seria?
É serto que ela lá estáva com o seu poder destrutivo...
Uma Mina anti-carro.
Destruiu as ilusões de um jovem Alferes...
Comandante do Pelotão de Caçadores Nativos (60).
"Alferes"
De seu nome Nélson Gonçalves.
....
1º Cabo Caçador.
Manuel Seleiro
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P146: Colaboração para o Jota Joti 2013
Assunto:
[Inf] Pedido de Colaboração para o Jota Joti 2013
Caríssimos Amigos e Colegas da ARVM,Como certamente é do vosso conhecimento, no próximo Fim-de-Semana de 19 e 20 de Outubro (Sábado e Domingo) vai decorrer mais uma edição do Jota/Joti 2013 a nível Mundial.
Como é hábito da nossa Associação, a ARVM vai uma vez mais, dar apoio técnico e logístico aos Agrupamentos 895 de São João da Talha e ao Agrupamento 61 dos Olivais.
Assim, vem a Direção da ARVM uma vez mais, pedir a colaboração de todos os Sócios e Amigos, que possam disponibilizar algum tempo livre durante o período do Jota Joti, mais que não seja para dar uma mãozinha nas operações de rádio, dando oportunidade aos operadores de serviço para folgarem um pouco as gargantas.
Uma vez mais, contaremos de certo com o apoio já habitual dos "sempre os mesmos" mais dos que aceitarem o nosso pedido de ajuda.!!!!
Todos juntos, vamos certamente continuar a elevar o Nome da ARVM ao serviço da Comunidade e do Radioamadorismo em Geral.
Agradecemos então o vosso retorno das disponibilidades, no sentido de podermos organizar os Grupos de Trabalho com os dois Agrupamentos envolvidos.
Muito e muito obrigado a todos.!!!!!
Melhores 73's
Presidente Direção
Francisco Gonçalves
Telemóvel: (+351) 96 475 6019
Melhores cumprimentos
Site da A.R.V.M.
Associação de Radioamadores da Vila de MoscavideRua António Maria Pais, n. 6 - 4D
1885-001 Moscavide
Portugal
Tel/Fax + 351 219 440 198
Correio: Site da A.R.V.M.
A informação contida neste documento pode ser utilizada para consulta e difusão, desde que mencionada a sua fonte de origem.
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·quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P145: Informações úteis para a Exposição Feira da Rádio
Informações úteis para a Exposição Feira da Rádio
Dia dia 1 de Dezembro das 10:00 as 17:00 horas (Domingo)
Poderá utilizar o restaurante do IPDJ em regime de Self-Service para almoçar, preço 6 €
O IPDJ além de outras valências também dispõem de alojamento.
- Transportes possíveis
- Metro, Gare do Oriente e Moscavide
- Comboio, Estação de Moscavide ( Fica apenas a 20 metros do IPDJ )
- Autocarros, 705 - 725 - 728 - 731 - 744 - 759 - 708
- TST, Provenientes da Margem sul, Montijo, Alcochete, etc. ( Paragem junto ao IPDJ )
- Parqueamento: Em redor do IPJ é Gratuito. IPJ,
38º 46´ 69´´N - 009º 05´ 89´´W
Rua Via de Moscavide N.º 47 101 - CP - 1998 - EXPO
Estamos
nas Frequências de: Echolink 430.025 Mhz Tone 74.4 - e RU 746 - 439,325 MHz Tone 74,4
Não falte a um dos maiores certames do Radioamadorismo
Esteja onde estiver…venha de onde vier.. vai ver que valeu a pena ter vindo!!!
Até ao dia 1 de Dezembro(Domingo)
- + Inf. em:
- /feiraradio/2013/
- Correio
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P144: Exposição Feira da Rádio da A.R.V.M. dia 1 de Dezembro de 2013 (Domingo)
Exposição Feira da Rádio da A.R.V.M. dia 1 de Dezembro de 2013. (Domingo)
A ARVM, Associação de Radioamadores da Vila de Moscavide, vai
de novo realizar a Exposição Feira da Rádio no próximo dia 1
Dezembro de 2013.
Estaremos de novo no IPDJ – Instituto Português do Desporto e
Juventude na Vila Expo (junto da Porta Norte da Expo98).
/feiraradio/2013
Esperamos que este evento venha a ter o sucesso dos anteriores,
contamos com a sua presença.
O horário da Exposição Feira será entre as 10:00 e as 17:00
horas.
Antecipadamente, agradecemos toda a divulgação que possa ser feita
por V/ Exas.
e encontramo-nos ao vosso inteiro dispor para qualquer
esclarecimento adicional através do nosso
>
Fax 219 440 198, ou
E-mail:
Correio
Ou pelos telefones de CT1DL - Francisco Gonçalves 919 581 566
CT1ABD - Manuel Dinis 219 443 748
Subscrevemo-nos com os nossos melhores cumprimentos.
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Rua António Maria Pais, n. 6 - 4D
1885-001 Moscavide
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Manuel Seleiro
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 - P143: Arma Secréta "Poesia"
Pelotão de Caçadores Nativos 60
S. Domingos /Ingoré /Susana.
Arma secreta
Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dipara em linha recta
mais longe que os foguetões.
Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.
A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.
Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.
António Gedeão, Poesias Completas
1º Cabo "CAÇADOR"
Manuel Seleiro.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P142: O meu aniversário 29 07 1968
| Guiné | S.Domingos | |
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- S.Domingos /Ingoré/Susana
- Pelotão de Caçadores Nativos 60
- Foi criado em Maio de 1968
- >S.Domingos
- Comandantes:
- Ex. Alf Mil Almeida Gonçalves
- Alf Mil Nélson Gonçalves "DFA"
- Alf Mil Hugo Guerra "DFA"
- Furriéis:
- Ex. Furriél Manuel Martins Viana de Sousa
- Ex. Furriél Isaías Barbosa Leão
- Ex. Furriél José Lopes Fazendas
- Furriél Manuel Marques Pereira da Rocha "DFA"
- Cabos:
- 1º Cabo Manuel Seleiro "DFA"
- Caçador
- Ex1º Cabo
- Manuel M.M.M. Magalhães
- 1º Cabo
- Agostinho -Africano/Comando
- Soldados
- Pedro -Africano
- Guilherme de Oliveira Marques /Trasmições
- Gilat / Africano
- Luís Fidalgo
- Malan Seid/Africano
- Armando
- Augusto/Africano
- Cavaleiro/Africano
- Malan /Africano









