segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pel Caç Nat60 Guiné 68/74-P17: Emblema do Pel Caç Nat 60


Camaradas do pelotão de Caçadores Nativos 60.
Quero aqui fazer um pedido:
O nosso pelotão tinha um emblema, seria e interessante se algum dos camaradas tivesse essa preciosidade...
O blog do pel Caç Nat 60 ficava muito agradecido.
E dava outro destaque ao blog...
Desculpem a modéstia, mas o emvlema era mesmo bonito!

Manuel Seleiro
DFA
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-P16: As duas héro naves da FAP que mais voavam na Guiné




S. Domingos 69/70

Pel Caç Nat 60
Dois dos meios aérios da FAP mais utilizádos na Guiné.
O helicóptero e a avioneta, esta mais conhecida como dorniér...
Duas das aéro naves de características técnicas diferente na maneiras de atuar nos diverssos

teatros de operações.
Máquinas que voavam diáriamente, de Bissau para os diverssos destacamentos...
Era o meio de transporte mais rápido, na evacuação de feridos para o Hospital...
No transporte de pessoal e uma coisa que era sempre esperada com grande ansiadade era o correio.
Qualquer destes meios não aterrava sem que fosse feita segurança a pista.
As fotografias mostram duas dessas aéro naves a dorniér na pista do quartel, de S. Domingos e o

helicóptero que pousou no quartel de Ingoré...

Manuel Seleiro
Primeiro cabo
DFA
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domingo, 8 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-P15:A volta dos tristes



S. Domingos

A volta dos tristes:

Não sei que comandante mandou elaborar esta norma que constava do seguinte:
Todos os dias depois do jantar um pelotão saía do quartel depois de saír andavámos uns 400 metros

e entravamos num trilho á direita do arame farpado e seguiamos paralelamente ao quartel,

continuávamos a contornar pelo topo do quartel e da pista.
De novo paralelamente á direita do arame farpado.
Aqui saíamos do trilho uns vinte metros e ficávamos aqui embuscados, até cerca das 23h30min...
Depois regressávamos ao quartel. Alguém lhe chamou a volta dos tristes.
Em 68 quando cheguei a S. Domingos já esta norma estáva em vigor.
Um ano depois quando regressámos a s. Domingos a volta dos tristes continuava...
Uma noite estáva o pelotão 60 embuscado a 300 metros do arame farpado quando ao longe se ouviu um

tiro, em seguida um soldado do pelotão 60 disparou a G3...
O sentinela que estava na torre junto a pista disparou várias rajadas na direcção onde nós

estávamos embuscados...
A nossa protecção era o capim e nada mais! colámo-nos ao chão e fomos rastejando até á pista onde

o Alf Mil Nélson Gonçalves e o restante pessoal branco saíu correndo com os braços no ar e

gritando para o sentinela que era o pelotão 60 enquanto os soldados africanos continuavam

deitados no capim não fosse o diabo tecê-las...

Manuel Seleiro
DFA
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sábado, 7 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-P14: Chão que nós pisamos!


Mensagem do nosso camarada Bernardino Parreira Fur Mil da CAV. 3365-s. Domingos 71/73
Com data de 07-11-2009



Chão que nós pisamos!

Camarada Manuel Seleiro,

Fiquei muito sensibilizado ao ler, no teu blogue, a descrição do
acidente que sofreste. Tendo lá assistido a alguns acidentes ocorridos
em idênticas circunstâncias, posso garantir-te que me parecia que
estava a rever essas tragédias passados 38 anos. Eu era um dos
furrieis do pelotão comandado pelo Alferes Fortuna, dirigente da ADFA,
que numa saída para o mato, quando ele procedia à desmontagem de uma
mina, que estava armadilhada, a mesma explodiu. Não vou entrar em
pormenores, porque isso só ele poderá fazer, mas terei para sempre
gravadas na minha memória essas imagens de horror. Ele também perdeu a
visão.
Pelas datas, dá-me ideia que tu estavas a acabar a comissão na Guiné
quando ocorreu o acidente. Só quem passou por aquela maldita guerra
sabe o medo que tinhamos das minas, principalmente nos últimos meses
de comissão, que parecia que o tempo nunca mais acabava. Eu estive
cerca de 24 meses na Guiné, entre 71/73 , e regressei em Março/73.
Nas saídas para o mato, quer de dia quer de noite estive inúmeras
vezes sentado nos marcos que referiste que íam pintar nesse fatídico
dia.
A sede do meu Batalhão, B. CAV. 3846, era em Ingoré, e a minha
companhia 3365 estava em S. Domingos, outra estava em Susana, e a
outra em Olossato.
A propósito dos marcos e da fronteira que nós tão bem conhecemos, aí
te envio uma notícia que não sei se tens acompanhado, que tem a ver
precisamente com esses marcos da divisão da linha de fronteira da
Guiné com o Senegal.

Um grande abraço deste amigo algarvio,

Bernardino Parreira

Resposta de Manuel Seleiro
Caro camarada Parreira, a nossa missão nesse dia era pintar os marcos que fazia a fronteira com o Senegal/Guiné Bissau.
O acidente do Alf Mil Fortuna foi no mesmo trilho onde ocorreu o meu...
Conheci o Fortuna em Barcelona/clinica Barraquer...

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UOL NOTÍCIAS
04/11/2009 - 19h46
Militar guineense descarta litígio com Senegal por fronteira
Bissau, 4 nov (Lusa) - O chefe do Estado-Maior Geral das Forças
Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, José Zamora Induta, afastou nesta
quarta-feira qualquer hipótese de conflito com o Senegal, mas insistiu
na necessidade de a fronteira entre os dois países ser respeitada.

"Hoje, no mundo em que estamos, não há hipótese de haver litígios por
causa da delimitação da fronteira, porque os marcos, felizmente,
quando foram feitos têm as coordenadas, mesmo tirando um pilar do
lugar, com GPS consegue-se localizar o lugar. Não há hipótese de haver
problema", explicou o contra-almirante.

Induta fez estas declarações em Suzana aos jornalistas que o
acompanharam em uma visita aos militares guineenses estacionados desde
17 de outubro ao longo da linha de fronteira com o Senegal, entre as
localidades de Ingore, Sedengal, São Domingos e Suzana.

Perguntado pela Agência Lusa sobre o pilar 184, que tem sido o motivo
da discórdia entre Guiné-Bissau e Senegal com cada um dos países que
afirmam que o marco se encontra dentro de seu território, Induta disse
ser necessário ir ao local para que se saiba em que parte o pilar está.

De acordo com o militar, apenas a comissão mista recentemente sugerida
entre os ministros da Defesa dos dois países poderá esclarecer onde se
encontra o pilar 184 e qual sua distância em relação à fronteira
traçada pelos colonos.

"É por essa razão que criamos a comissão mista, para que possamos
saber, efetivamente, onde é que se encontra esse pilar. Não há motivos
para confusão porque esses pilares todos têm coordenadas e, com
aparelho GPS, vamos chegar lá", disse Induta, ao responder à pergunta
da Lusa sobre a localização do marco 184, sobre se está localizado na
parte guineense ou em território senegalês.

Para o chefe das Forças Armadas guineenses, a disputa entre a
Guiné-Bissau e o Senegal "não se trata de um litígio", mas sim visa o
esclarecimento sobre a soberania de cada Estado.

"Eu não chamo isso de litígio. Como disse, a presença do Estado
guineense desde a independência tem sido fraca, de forma que há marcos
que delimitam a fronteira e eles têm que ser vigiados. Não tivemos a
presença devida como devia ter sido e, neste momento, estamos à
procura desses marcos e repô-los nos lugares certos, para que possamos
ter a noção exata do nosso território", afirmou o militar. Sobre a
data em que a comissão mista irá ao terreno para analisar os marcos e,
eventualmente, repô-los em seus devidos lugares, Induta disse que o
assunto compete aos dois governos, mas esclareceu que as Forças
Armadas pretendem agilizá-lo.

Enquanto a comissão não for ao terreno e as partes não chegarem a um
consenso sobre os marcos que terão que ser repostos em seus
respectivos lugares, o chefe das Forças Armadas guineenses afirmou que
os militares do país permanecerão no corredor Ingoré/Varela.

"Os militares estarão cá até quando for entendido que já não devem cá
estar", defendeu Induta.
do UOL Notícias

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-p13: O Nhambalã



Fur Mil Rocha do Pelotão Caç Nat 60:




Esta foi a primeira mina anti-carro a ser desactivada sem problemas...
Na estrada São domingos Susana.Na foto o Alf Mil Gonçalves e o primeiro cabo Manuel Seleiro



Este é o buraco provocado pela minaanti-carro, e o estado em que ficou a viatura onde seguia o Alf Mil Gonçalves.
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São Domingos 13-11-69
O pelotão de caçadores 60 e um pelotão da companhia de cavalaria 2539 saíram numa coluna auto para uma missão a Susana/Varela.
A coluna era comandada pelo Alf Mil Nelson Gonçalves do pelotão 60, encontrava-se na terceira viatura que era um hoonimog novinho em folha tinha uma semana...
No dia 13 de Novemvro (não sei se era sexta feira!)
O soldado Guilherme que fazia anos neste dia teve uma sorte incrível, três minutos antes da mina anti-carro ter sido accionada o Guilherme ia a falar com o Alferes Gonçalves junto a roda que accionou a mina anti-carro.
Por um daqueles mistérios que ninguém sabe explicar o guilherme avançou uns cinco metros para a frente da viatura assim excapou a morte certa...
A primeira mina anti-carro foi descoberta e foi desactivada pelo primeiro cabo Seleiro, que está na foto com o Alferes Gonçalves.
A segunda mina anti-carro estava a uns trinta metros mais á frente num local que escapou aos Homens das picas...
Era uma ligeira subida onde o terreno era bastante duro, suponho que o que levou o In a montar a mina naquele local foi que há algum tempo atrás caíra ali uma árvore de grande porte como havia vestígios de alguns ramos e folhas secas, portanto o local certo para colocar a mina...
Na altura da explosão houve uns momentos de supresa, a reacção foi atirarmo-nos para o chão...
Passados os primeiros minutos que antecedem o choque da explosão, esperavamos que houvesse uma emboscada...
Não foi o caso, a minha secção vinha na última viatura. Montada a segurança socorreu-se o Alf Mil Gonçalves que estava gravemente ferido, creio que a secção que ia na GMC na frente da coluna éra comandada pelo Fur Mil Félix Dias da ccav 2539 que seguia com o Alf Mil Gonçalves para São Domingos...
Nós ficamos no local da viatura acidentada, decorridos uns dez minutos ainda não sabíamos do Gama o condutor da viatura, perante o nosso espanto vimos sair do mato um homem mais parecido com um sonâmblo e a sua cara estava mascarrada, o seu olhar ausente o seu andar mais parecia um autómato foi preciso muito tempo para que falasse, mas não sabia o que se tinha passado ali...
Este homem levou muitos dias para recuperar totalmente.
O Guilherme o Soldado de transmições quando se apercebeu no que lhe podia ter acontecido chorava.
Nós só saímos do local cerca das 17:33 minutos com a viatura acidentada para o quartel de São Domingos.

Manuel Seleiro
Primeiro Cabo
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74-P12: O regresso ao ponto de partida







Pelotão de Caçadores Nativo 60
São Domingos Setembro de 69
O regresso ao ponto de partida, depois de cerca de 12 meses em Ingoré.
Como referi na ultima postagem nº 10 as coisas na zona de São Domingos não corriam bem ...
A CCav 2539 era a companhia que se encontrava em São Domingos...
Havia grande actividade do In na zona, no espaço de dois meses ouve dois ataques ao quartel coisa anormal de um dos ataques ter sido durante a tarde e de grande duração sendo necessário a intrevenção da força aérea.
O segundo ataque foi a noite, caso raro o início foi depois da meia-noite e teve a duração de trinta e cinco minutos ..
Neste ataque houve feridos mas não foi do In, foi um disparo acidental com uma Bazooka que resoltou em dois feridos um com gravidade.
Este ataque do In foi feito de vários pontos pela primeira vez o In usou canhões sem recúo, vários morteiros 82 e RPG, metralhadoras pesadas.
De dia para dia as coisas ficavam piores, um homem da CCav 2539 accionou uma mina anti-pessoal ficando gravemente ferido.
No mesmo trilho um milícia perdeu uma perna quando accionou uma mina anti-pessoal.
E as coisas não ficariam por aqui...

Primeiro cabo Manuel Seleiro
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -p11: saída de Ingoré






Setembro de 69 o pelotão de Caçadores 60 sai de Ingoré para São Domingos, agora como seu comandante o Alf Mil Nélson Gonçalves e o Fur Mil Rocha o restante do pessoal mantem-se...
As saudades já se começam a sentir sempre foram onze meses a conviver com a companhia 1801 e o pelotão das Daimlers, a 1801 já acabou a sua comissão.
O pessoal das Daimlers ainda lhe falta uns seis meses, o pelotão 60 ainda vai fazer muitas colunas com o resto do pessoal das daimlers que está em São Domingos.
Quando chegamos a São Domingos as informações que tivemos não foram nada boas...
Estrada de Ingoré/Sedengal, mesmo a saída de Ingoré havia uma ponte, como se pode ver na fotografia uma das tábuas está fora do sítio.
Depois de uma apurada inspecção conclui-se que não havia perigo para as viaturas passarem.

Manuel Seleiro
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pel CaçNat 60 Guiné 68/74 -p10: [LÚNTA]


Ingoré ano de 69.
Numa manhã pacata em Ingoré cerca das 11horas começou-se a ouvir lá para os lados da casa do chefe de posto uma grande algazarra...
Alguns militares foram ver o que se passava, havia por ali uns quantos melícias com um indivíduo com as mãos amarradas diziam com a voz exaltada que o homem era do In.
O homem em questão era natural de Ingoré aparentava uns vinte cinco anos, tinha um porte atlético e uma personalidade bastante forte.
Trajava o habitual pano como túnica, deslocava-se com um certo avontade tinha um carisma de que sabia o que cria...
Nesse mesmo dia foi entregue ás autoridades militares.
Estava eu de cabo de dia, o preso foi entregue por os Cipaios sendo conduzido á prisão por mim.
Quero aqui referir que as duas prisões que havia no Quartel de Ingoré não tinham mais de um metro e vinte por um metro e vinte...
Já se encontravam numa das prisões dois presos que estavam ali desde o grande ataque ao quartel de Ingoré em 67 que fez um morto e alguns feridos...
A idade destes dois presos era entre os quarenta e os dezasseis anos já tinham uma certa liberdade, o trabalho deles era andar no carro da àgua para abastecer o quartel, o condutor do Honimóg nem sequer andava armado.
Voltamos ao preso de nome Lúnta este requeria mais atenções eram as ordens do Cap Rosa da C.Caç 1801 o preso só saía para comer e fazer as suas higiénes pessoais.
Uma semana depois o Lúnta foi levado numa coluna militar auto, feita pelo pelotão de caçadores Nativos 60 que foi ao encontro da coluna de Barro, onde foi feita a entrega do preso.
Um Mês depois foi novamemte o Pelotão de Caçadores 60 que foi ao encontro da coluna de Barro, onde nos foi entregue de novo o Lúnta.
O preso foi de novo metido na prisão até novas ordens, o que não tardou muito que o Lúnta não andasse em liberdade no quartel...
Caso que estranhou muito, a partir daí instalou-se um certo mau estar nos militares e nos milícias que continuavam afirmar que o Lúnta, era um comandante do In...
E o facto veio a confirmar-se mais tarde...
O referido Lúnta foi posto em liberdade por ordem militar, andou cerca de quinze dias em Ingoré a passear muito senhor de sí.
Num dia em que se realizou uma prova de ciclismo havia vários postos de controlo, num destes postos estava éu, para quem teve em Ingoré de certo se lembra do poço da àgua havia aí um cruzamemto da estrada que saía de Ingoré para Ingorézinho aí era o meu posto de controlo, e aí estava eu com um papel e uma caneta, e o relógio para fazer o control dos ciclistas que passabam por ali.
Quando me dei conta tinha o Lúnta perto de mim, confesso que fiquei com medo pois não estava armado, a final ainda estava a duzentos metros do quartel.
Mas o Lúnta sentou-se perto de mim, e chegámos a falar e tivemos para ali a conversar uns trinta minutos depois pediu um cigarro tirei o maço dei-lhe o resto dos cigarros, comprimento-me e depois partiu em direção a Ingorézinho e mais ninguém o viu.
Uma semana mais tarde houve militares que ouviram na Rádio do PAIGC a informação que Ingoré ia ser atacada durante três dias ...
Vejam só quem comandava o grupo de cinquenta guerrilheiros o nosso amigo Lúnta.
No segundo dia de ataques na zona de Ingorézinho ele fez questão de se mostrar quando alguns elementos da tabanca de Ingorézinho andavam no campo a trabalhar, fez alguns desses elementos prisioneiros.
Mas depois soltou-os mas sem antes dizer que era o comandante operacional do In na zona de Ingoré.

Manuel Seleiro
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P09: A emboscada noturna e as cobras





Ingoré Ano de 69 Pel Caç Nat 60.
Saída de Ingoré ás 17 horas destino ao mato para uma emboscada nocturna...
Estrada Ingoré Sedengal percurso em viaturas até ao trilho que teríamos que andar durante uma hora.
A partir das 18 horas e 45 minutos a chuva começou a cair.
Ás 19 horas chegamos ao local da embuscada, fizemos a refeição da noite habitual lata de sardinhas ou choriço enlatado as bolachas de àgua e sal e o saquinho com a fruta cristalizada.
Vinte e duas horas, e a chuva aumentou a sua intensidade, não havia necessidade de manter as capas para chuva, o pessoal estava encharcado...
Meia noite, a trovoada rebentou por todos os lados os relâmpagos eram constantes, para completar a festa as Hienas fizeram a sua aparição...
Confesso que tive medo, não sei se da trovoada ou das Hienas nem pensava no In...
Que afinal aquilo era lá tempo para se andar a fazer a espera ao In.
Cinco e trinta da manhã o dia rompia finalmente por entre as árvores o sol estava radioso nem parecia que tinha chuvido toda a noite.
Aqui comessa a história das cobras.
A minha arma teve toda a noite com a coronha em cima das cobras, quando me virei para pegar a arma fiquei como paralizado a olhar para aqueles dois exemplares que estavam ali bem enrruscadinhos um no outro.
Já se deram conta que eu podia durante a noite ter-me sentado em cima das cobras...
Quando alguns Homens se aperceberam da situação tentaram atirar nas cobras, foram empedidos de o fazer para não sermos denuciados.
Um soldado nativo com um pau, acabou com a vida das cobras.
Os répteis foram levados para o quartel onde serviram de cenário para serem exibidos nas fotografias.

Primeiro Cabo Manuel Seleiro
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P08:A enmboscada a viatura do SR Artur Silva na estrada Ingoré São Vicente







Ingoré Ano de 69:
Artur Silva, comerciante em Ingoré dono de alguns dos edifícios alugados ao Exército.
Tinha uma viatura pesada, alguns empregados negociavam com produtos agrículas em particular o amendoim.
Armazenava grandes quantidades de produtos, que depois eram transportados em viaturas militares para São Vicente e daí nos batulões, da companhia Ultramarina para Bissau.
Vem isto a propósito de uma coluna militar, feita pelo pelotão de caçadores nativos 60 comandada pelo Alf Mil Almeida, que devia sair de Ingoré pelas 8 horas da manhã com destino a São Vicente, Rio Cacheo.
A coluna era formada por quatro viaturas a saber uma mercedes, uma GMC, dois hanimogues e a viatura do SR Silva...
Total cinco viaturas...
Razão desta coluna ir a São Vicente para trazer os abastecimentos que se encontravam no Rio Cacheo em dois batolões.
A partida de Ingoré foi atrasada uma hora mesmo assim o SR Silva não saíu com a coluna militar, a sua partida na sua viatura foi feita vinte minutos depois os primeiros três Kilometros foi feita sem escolta militar.
Eram 12 horas e 36 minutos, todas as cinco viaturas estavam carregadas, foi dada a ordem de partida para Ingoré com passagem por a Totinha onde foi feita uma curta paragem para os homens descançarem.
Enquanto isso o Alf Mil Almeida e o SR Silva tinham tido uma converssa, a respeito da paragem feita pela coluna, que se resume ao seguinte o SR Silva não queria perder tenpo e assumiu a responsablidade de seguir só com a sua viatura.
A saber iam na viatura sete pessoas todos civis, na cabina ia o condutor um empregado da companhia Ultramarina um jovem de Cabo Verde o SR Silva e em cima da mercadoria iam as quatro pessoas.
Logo esta viatura não levava escolta militar.
Tinham decorrido trinta minutos quando começamos a ouvir rebentamentos, e rajadas de armas automáticas ninguém lhe ocorreu que se tratava da viatura do SRSilva...
A verdade era nua e crua tinha sido uma embuscada.
Resoltado dois mortos e dois feridos graves, os mortos foram o SR Silva e um empregado os feridos foram dois empregados.
O cabo Verdiano desapareceu...
Quando nós chegámos ao local da embuscada era só destruição e morte...
A viatura estáva carbonizada, ainda havia explosões das garrafas de gás.
Claro que a embuscada era para a coluna militar e aí era o descalabre total, a viatura da frente era a mercedes que levava vinte bidons de gasolina, a última trazia cinco caixas de granadas do morteiro 10.7 ...
Seria o Inferno na estrada de São Vicente Ingoré.

Primeiro Cabo Manuel Seleiro

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P07: Visita do General Spínola a Totinha




Visita de supresa do General Spínola, ao destacamento da Totinha.
O pelotão de caçadores Nativos 60 tinha acabado de chegar de Ingoré quando foi sobrevoado pelo o Helicóptro.
Onde vinha o Homem grande de Bissau.
Depois dos comprimentos como se vê na foto...
A comprimentar o Alf Mil Almeida do pelotão de caçadores natibos 60.
Em seguida perguntou quem era o condutor da viatura que estava junto a porta de armas, o mesmo se apresentou de imediato.
A pergunta do general para o condutor a viatura está pronta para seguir? o que o condutor respondeu só pega de empurrão...
O general Spínola disse preciso de voluntários, e meia duzia de homens se apresentaram e este ajudou a empurrar a viatura.
E partimos en direção A tabanca para o Spínola, ir cumprimentar o chefe da Aldeia.
E apenas com uma secção e fizenos cinco KM sem que nada ocorresse.

Um abraço

Manuel Seleiro
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P06: Ingoré 68/69




Decorria o Mês de Outubro, praticamente o Amo de 68 estáva quase no fim.
O pelotão 60 fazia os seus patrulhamentos, e as emboscadas noturnas em Ingoré...
Os serviços eram alternados, com o pelotão da Caç 1801.
A zona de Ingóré era calma tirando algums ataques ao Quartel, que não tinham gravidade.
Havia no Quartel um esquadrão de cavalaria com as suas Daimlér, que faziam sempre as colunas connosco o que era uma mais valia para todos...
O estado dos Homens, era bom fisicamente e psicológico, com grande conhecimento do terreno uma vez que eram naturais da Guiné.
Partilhámos muitas horas de grande tensão e sofrimento, durante quase dois anos no meu caso.

Manuel Seleiro

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P05: O último Mês de 68 em S. Domingos



Desde a formação do pelotão, de caç Nat 60 durante os quatro mêses que se seguiram .
Decorria o Mês de Setembro em São Domingos, Ano de 68.
Quando chegou a ordem para ir para Ingoré...
tudo corria sem problemas de maior...
A partida para Ingoré foi feita numa LDM com todos os membros e os famíliáres, dos nativos.
Chegada a São Vicente, cerca das 21:horas já ali se encontrava um pelotão da Caç 1801 que nos condozio até ao Quartel de Ingoré...
Fomos recebidos com alegria, e alívio uma vez que os dois pelotões da Caç 1801 não tinham descanço um dia saíam para o mato no dia seguinte estavam de serviço.
Assim já éramos três pelotões.
Mais tarde com a constroção do Destacamento da Totinha, Ingoré ficou mais uma vez redozido a dois pelotões.
Decorria o Ano de 68 Setembro quando chegàmos a Ingoré.

Manuel Seleiro

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P04:Ser ou não ser


Ser ou não ser! o pelotão de caçadores 60 e um pelotão da companhia, que estava em São Domingos em Setembro de 68...
Foram incombidos da seguinte missão, reabrir uma estrada que estava desactivada á alguns anos...
Pel Caç Nat 60 era comandado pelo Alf Mil Almeida e o pelotão de São Domingos era comandado por Alf Mil Luís Barros.
A coluna era constituída por quatro viaturas e cerca de sessenta homens.
Esta estrada encontrava-se a 20Km de São Domingos no sentido, São Domingos Susana, á esquerda.
Na frente ia o pelotão 60 Com catanas e machados, a cortar a mata e o pelotão do Alf Mil Luís fazia segurança.
Foram necessárias três horas de grande trabalho para limpar a estrada. Necessitaram de cortar árvores e o mato estava muito fechado e alto.
Quando foram vencidos os últimos metros, os nossos olhos depararam com uma beleza natural de árvores altas formando uma abóbeda, com algumas leanas ficando a poucos centímetros do chão.
Já não se ouvia o barulho dos machados, dos motores das viaturas, era o descanso do guerreiro.
Os homens conversavam havia como uma anarquia, não havia segurança, nem as viaturas ficaram em posição de poder sair dali se ouvesse uma emboscada...
Mas aconteceu que o Alf Mil Luís tinha uma espingarda de caça, e na sua frente havia uma bolanha e como magia ali bem na sua frente apareceu como por encanto, um belo exemplar, uma gazéla.
Alf Mil Luís levou a espingarda á cara fez pontaria e disparou e acertou, ferindo a gazéla.
Um soldado, sem esperar qualquer ordem saío correndo na direção da gazéla, de faca de mato na mão o animal debatia-se na agonia da morte, o soldado acabou com a vida da gazéla.
No momento em que colocava a gazéla as costas, ouvio-se duas rajadas de metralhadora.
Foi a debandada geral e a confusão depois foi as viaturas que tiveram que manobrar para sair dali...
homens e viaturas corriam pela estrada acabada de abrir, só parámos no quartel de São Domingos.
[SER O NÃO SER]
Seria o In ou não?
Pois essa era a questão...
No dia seguinte três pelotões armados até aos dentes cercaram o local...
A aproximação foi feita como mandam as regras, resultado havia uma tabanca, onde vivia um casal com dois filhos.
Havia realmente uma metralhadora de fabrico russo, mas tinha sido o homem em questão que a tinha apreendido ao In.
E não é que tinha um documento passado pelo Batalhão...
No mesmo documento constava que já tinha tido em seu poder uma Mauser...
Constava que era para sua defesa.
Assim se põe em fuga 60 homens.

Manuel Seleiro

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P03: S. Domingos/Ingoré


Pelotão de caçadores Nativos número 60
este pelotão foi criado em São Domingos no ano de 68 em Maio...


Este é o quartel de São Domingos


Aqui é o quartel de Ingoré
o pel Caç Nat 60 passou aqui cerca de um ano.
Camarada se estávas aqui nestes dois quartéis de certo que nos encontrámos...
Fica aqui um pedido, vem partilhar as tuas memórias.
Camarada podes contatár-me pelo número 934020309
Deves ter histórias para contar, e fotografias que recordam momentos de rara beleza...
Este blog foi criado com essa finalidade
Camarada um abraço.

Primeiro cabo Manuel Seleiro

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -P02: Camarada este é o teu bloggue

Camarada vém partilhar os teus momentos bons e maus, que passaste na Guiné.

Se tiveste em São Domingos em 68 com o pelotão de caçadores, nativos número 60...
Ou em Ingoré, nos anos de 68/69.
É o momento para recordar, e contares as tuas vivências nas terras da Guiné...
Não esquesser o exquadrão, de cavalaria [Daimler]...
Podes escrever, para a caixa do correio, que está em baixo.
Os teus textos serão postados no blog.
Camarada espero a tua partixcipação.
Um abraço, camarada

Manuel Seleiro

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pel Caç Nat 60 Guiné 68/74 -p01: Formação do pel Caç Nat 60 em S. Domingos



O pelotão de Caçadores Nativos número 60 foi formado no sector de São Domimgos em Maio de 68.Era seu comandante, o Alf Mil Almeida, FurMil Sousa, o Fur Mil Leão e o Fur Mil Fazendas.
O Primeiro Cabo Seleiro e o primeiro Cabo Magalhães, mais o Soldado de transmições o Guilherme.
Os soldados nativos eram cerca de quarenta, recordo aqui alguns o Gilata o Augusto o Malam Seide o Cavaleiro o Pedro etc. etc. etc.
Em Novembro de 68 Pel Caç Nat 60 recebeu ordem de marcha para o Quartel de Ingoré, para reforçar a companhia 1801 que contava com dois pelotões mais tarde ficava só com um pelotão...
A conpanhia 1801 tinha o Destacamento do Cedengal, e mais tarde o destacamemto da Totinha.
O pelotão 60 esteve desde Novembro de 68 até Setembro de 69 em Ingoré.
Nos fins de Setembro, de 69 voltámos a São Domingos, aqui já o pelotão 60 era comandado pelo Alf Mil Gonçalves que em Nuvembro foi ferido, quando a viatura onde seguia fez acionar uma mina anti-carro...
O nosso regresso a São Domingos foi devido ao batalhão, que terminou a sua comição de serviço, passando a cede de batalhão para Ingoré.
Em Janeiro, chegou o Alf Mil Hugo Guerra para render o Alf Nil Gonçalves ferido com gravidade...
Nesta altura os Homens estávam a ser rendidos, para ir para Bissau cumprir o resto da comição. sim! porque era tudo de rendição individual.
No dia dez de Março de 70 o primeiro Cabo Seleiro e o Alf Mil Hugo Guerra foram feridos com gravidade quando o primeiro cabo tentou desmontar uma mina anti-pessoal.

Manuel Seleiro